quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Breve pausa...

Quando baús de boas lembranças são 
abertos, abre-se breve pausa aos infortúnios.
Guardá-las em retratos, livros, ou um objeto 
qualquer, é capricho, é garimpo de histórias...
Não erramos ao remexê-los, mas, isto deve ser 
feito sem dor ou tristeza, sem mágoas, senão, é
sacrifício desnecessário.
Precisamos saber que coisas ruins, já enterradas,
estão mortas, não nos convém...são amarguras,são
insípidas e não fazem parte do que está vivo em nós.
Contudo, quando guardamos lembranças doces,
à elas, temos zelos, pois, provocam risadas e sonhos
que estavam adormecidos...Podemos abrir os baús
sempre que precisarmos, daquelas, que foram feitas
de coloridos laços, eu suponho...

sábado, 24 de dezembro de 2016

No teu dia...

Queria dar-te um presente meu 
Senhor...
Queria hoje, especialmente, dizer-te 
que na terra,  venceu o teu amor!
Que não há mais discórdias por 
religião, nem mesmo  a falta do pão,
nem fome, nem dor...
Queria poder dizer-te, que aqui,  já é
um planeta redimido, os ódios foram
vencidos e o egoísmo esquecido...
Não há mais nesta terra bendita, 
misérias escondidas, nenhum  Aylan  Kurd
tombado na praia, dormindo em sonhos de
liberdade...
Queria dizer-te Senhor, que aqui , os sonhos
já são realidades, há luz e caridade, que os
homens de bem te representam de verdade...
No seu dia , queria dizer-te, diante daquela 
cruz, que em teu nome, todos rezam sinceros,
oramos uns pelos outros e, se encontram, os
que estavam perdidos...
Somos hoje no teu dia, humanidade sem 
conflitos!
Aqui, só o amor impera e não há injustiças,
nem guerras, só o  teu olhar sobre nós, só
tua luz que reluz...
Obrigada Senhor Jesus!
                                             

domingo, 18 de dezembro de 2016

Inspiração...

Daquilo que desperta o anseio de amar, nos
surge a vontade de buscar novos horizontes,
intensificando a luz, antes  escondida.
Daquilo que é belo, reluz como um sol sobre
a capacidade incerta dos poetas, por amarem 
a tantas coisas num só tempo...donde vem as
paixões que desalinham e transtornam  os
pensamentos...trazendo dores ao peito!
Na incapacidade de um poeta perceber  razões
discretas, por não mandar no coração...
Usa bálsamos das flores,por inspiração!
Por saber que nesses caminhos, abala e distrai 
sofrimentos, no mais escuro porão...
Segue a poesia órfã, por instantes, adormecida,
esperando um grande momento,para viajar na
emoção...
Na capacidade de surgir em versos, em mãos,
papéis e tinta, assim é a poesia e o poeta, na
arte reunida, em ostentação da vida!




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fatos...

O destino está agindo! Na verdade,está sendo
executado...
As pendências que esburnem na pressão
dos dias, se acumulam.
Os refúgios, antes ocupados pelo medo,
agora se estampam a olhos vistos, sem
constrangimentos...
É o escárnio do que é lícito. é tendencioso
precipício, deixando nuvens de observadores
perplexos, sem movimentos!
Na ironia e sarcasmo, vão-se os propósitos
do bem, que antes eram ideologia...Hoje, só o
pó das sandálias, que deveriam ter sido sacudidas
à porta, que deveriam ter sido aprimoradas no
solado, para não haverem passos em falso, quando
a dúvida se espalhou, então, veio o vacilo...
O oportunismo se instala, justamente no momento
em que há invigilâncias, e os "poderosos", acreditaram  
que eram "exclusividades  humanas", mas se revelaram.
Somente o  suor, o trabalho e o cansaço, perpetuaram-se
nas memórias, de um povo desrespeitado,  nada mais...
A "justa" justiça, se envergonha diante de tanta falta
de caráter, de tanto rumor desmedido, que até se
perdeu por instantes, mas, é só um instante...é pó!
Essa poeira baixará, temos que acreditar na justiça
divina,esta, não é cega! Esta, é a bandeira da lúcida
verdade que triunfará por nós todos, ricos ou pobres,
seja como for...Aqui é Brasil e não um partido!É Nação!
Que prevaleça a decência,  o amor e a razão!

sábado, 26 de novembro de 2016

Conectados...

Das coisas que foram ontem, hoje, já
não são, nem estão...
Todas ficaram fora de lugar, ou se perderam
na bagunça interna de cada hora, vindas
dos distúrbios de toda gente, das falácias,
dos desprezos aparentes, dos descasos que
bloqueiam os inconscientes.
Fora de lugar também estão os sentidos, que
antes, davam vazão à liberdade. Hora, somos
meio que empurrados à desordem mental, e 
de maneira brutal, nos agredimos, nos mutilamos
e nos esgotamos por fatores desnecessários.
O que temos, são fragmentos, o que aprendemos,
tornou-se obsoleto, como se nunca houvesse uma
raiz para nos segurar. É tudo muito duvidoso e
não há perspectivas no ar...mas há diversão!
Tornamo-nos desconhecidos, apesar do tempo...
apesar das vivências ...surgiu a negligência.
Hoje temos acúmulos de informações, mas nada
temos de saberes, esquecemos o mínimo...
O x da questão é provavelmente o desencanto, a
desunião, a indiferença, e  muitos de "barrigas cheias",
desinteresses...
Nossas íntimas impressões estão em desuso, pelo 
abandono das práticas singelas, pelas desistências 
rápidas, sem reflexão...
De cabeça para baixo, estamos misturados às gerações
infantis, pelo comportamento, e trazendo de volta, os 
amigos imaginários, agora, em pequenas frases e textos.
Fomos sendo arrastados por um dilúvio globalizante, cuja
ordem expressa é,  frieza total para a dor alheia, frieza 
para a vida, e quanto à morte, tanto faz...
De repente, como diz uma certa música..."É melhor 
ser alegre, que ser triste"...




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Estás vazio (a)?

Vá  até onde, encontre a poesia, que por si
só, irradia amor...
Vá, aonde o mar beija o horizonte e a brisa
se esconde...
Estás vazio(a)?
Vá até onde a paz te abrace em silêncio, como
prece, de mansinho,e te acalente, te faça dormir...
Vá, aonde a solidão é cheia como a lua e te traga 
reflexos de outros mundos...
Vá, para onde as trevas se perderam por não terem
prestado  atenção nas estrelas...
Vá, segue o rumo dos sonhos, mas, somente os que te
completem com os pés no chão...
Estás vazio(a)?
Busca além! Busca, até que, como uma pedra rara e
cintilante, uma poesia ou canção te alcance.
Vá longe! Até onde a poesia te fizer amar...

De olhos fechados...

De repente, despenquei sobre pétalas
de vida, daquelas que são coloridas...
Deslizei com os braços abertos, alongando
pernas, e, fechei os olhos!
Pude sentir o frescor pelas costas, como 
a me dizer..."Vai! Se derrame sobre as plumas
orvalhadas!
Se misture, se deixe cair entre as cores do arco-íris!
Sinta!!!"
Então, como uma brincadeira de escorregador de
infância, deslizei suave, cheia de risos e de ânsias...
Desejosa por ser parte daquele mundo natural e
livre, desejando por um instante, ser uma flor ou
todo um jardim ...
Desejando ser, simplesmente!
Me vi gota de oceano a espelhar o céu, me vi gota 
dos orvalhos que rolavam...
Me vi gota de pureza infinda, me vi gota de lágrima,
mas daquelas fabricadas na alegria e na emoção...
Me vi gota misturada às folhas, enquanto a chuva caía...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Tímidos...

Fale de você aos outros, quando acordar...
O que vai fazer?
Fale de tuas conquistas de ontem, do que já
fez...O que fez?
Fale de você, sem se depreciar,  fale do teu 
maior encanto, e dos teus espantos também!
Mostre seus olhos, fale do teu mundo interior.
Você é o que se vê?
Fale dos teus medos, não dos teus segredos, são
pessoais...mas fale dos teus ais...
Fale! Fale de suas delicadezas, que não dependem
de ser ou não ser, mas, de humildade...
Fale de histórias que ainda irá viver!
Demonstre suas possibilidades de voltar atrás,
quando surgirem enganos!
Mostre que podes sorrir, apesar dos indiferentes,
dos que te surpreendem em tristezas, de repente...
Tente florir, enquanto podes, não se perca, para que 
não te colham contra vontade.
Fale de você e se dê oportunidades, tente se 
convencer do melhor, se imponha, afaste os receios
as vergonhas...
Fale,  deixe a nudez num desabafo e saiba que todos
somos tímidos nos fracassos!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Vida aprendida...

Somente quando a eternidade me visitar,
quando não houver mais claridade em 
meus olhos, nem sonhos  em meus poemas...
Somente  quando  meus  ossos frágeis, 
mostrarem na fria lápide,  o  quanto fui 
vulnerável...
Somente quando o sol ,  não  mais  quiser 
aquecer  meu  sangue, e o frio suor, escorrer 
pela pele  em flagelo,  então,  saberei  que  é 
o fim  de  um  tempo,  e  que há uma  nova 
esquina se revelando adiante, ou  que há 
muito não se repetia...
Quando meu sopro, não tiver mais forças para 
gritar..."Deus! Deus, meu Deus!
É quando sentirei o desmaio real, e não mais
os ensaios do sono...
É quando saberei que meu corpo estará em 
verdadeiro abandono, e que meu "eu", não foi
covarde, não fugiu, apenas saiu sem olhar de 
novo para trás,  somente estarei de mãos dadas
com a eternidade e a continuação de uma história
plena.


"Aos que já partiram de nós, para além da vida..."

domingo, 23 de outubro de 2016

A lua...

Há momentos em que saio a olhar 
a lua, fico ali, imaginando que ela
tenha sua face escura, por não
poder estar repleta o tempo todo.
De repente, se sinta abandonada por
não ser sempre admirada...então, de
vez em quando se esconde!
Talvez, até a lua se canse de tanto
tentar iluminar as trevas...
São faces brilhantes e fases que se
mostram de forma intrigante, lindas!
Cada face, uma razão de existir, um
romance a exibir, sei lá...inspirar poetas!
E quando ela se aproxima mais, até
parece querer nos dizer algo, fica mais
iluminada. Talvez, tentando tirar de nosso
peito, o medo, a dura escuridão da estrada
e das coisas que se vão  incertas. Penso
que talvez, ela, assim tão imensa, apenas 
esteja ali  contemplando os céus, ou quem 
sabe, esteja sustentando a madrugada, para
levar as lembranças doces aos enamorados...
Nas noites enluaradas, saio, e me ponho a 
pensar, se a grande visão que prateia, também,
por estar  bela e cheia, vá ao meu amor 
pratear,  e encantar!
A lua nunca poderá se apagar, para não ir com
ela, os  sonhos, os beijos, o balanço do mar...
Sem o luar, perderíamos o rumo do coração !  


sábado, 22 de outubro de 2016

Anjos...

Frente,  verso,  avesso ou oposto, o que há
de bom e o  que há de certo...
Com identidades, mas sem rostos, com olhos
de luz! Só o que vem de dentro é permitido,
só o que não se confunde, sem atritos, com fé!
Somente  o  que é  supremo e trazido da paz,
só o que se grava ao fundo,  com liberdade...
Frente que absorve tudo, verso  da verdade, que
é  o inverso mudo...
Avesso que se expõe e que se opõe  num 
grito agudo!
Supremacia divina,  em vidas  que se repartem,  
em vidas que se iniciam, e em mortes que se 
anunciam, sem medos...
Vidas sem rostos, não se veem, mas  se esbarram, 
não se confundem, mas se misturam  no escuro, 
e se revelam.
Almas que passeiam no eterno e se vestem 
do  que é belo,  do  que  é  simples.
Assim são anjos,  descalços ou com chinelos!
Frente ou verso, avesso ou  opostos, sempre 
estão certos, não têm rostos, mas se identificam,
se afirmam, nunca oprimem, são leves...soltos!
Habitam nosso mundo rude, sem deixar marcas 
ou apegos, não se fixam em rostos, mas se definem,
e se expressam em fontes de  amor sincero.
Anjos! Um dia o seremos, sem rostos, porém, 
identificados pelo coração, em cada vez que ao
necessitado estendermos nossas mãos!

..

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Poemas de amor ?

Um poema que fala de amor, é um
poema que abraça, que te enlaça!
Um poema de amor te faz viajar e 
sonhar, te faz sentir acolhido...
Nos poemas, sejam pessoais ou não,
sempre trazem  vida e vibração.
Os poemas de amor, têm brilhos, festas
nos olhos! Tem marejar de saudades!
Então, poemas de amor também são
canções de acalantos e lembranças...
São pedaços de felicidades...
Num poema de amor, tudo pode, até 
paixão!
Mas, num poema de amor, também tem 
solidão e tristezas, que beiram a morte!
Apesar de tudo, com um pouco de humor 
e sorte, os poemas de amor tornam-se
fontes de esperanças,  e´quando nosso
amor vira amor de crianças, e nos faz
sorrir, e podemos desmoronar disfarçando
o olhar. Então, choramos e rimos, soltamos  
o nosso pesar entre frios do estômago e as
fortes batidas do coração...
Poemas de amor, são assim, loucos por 
uma emoção!




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Confiar...

Todo amanhecer traz esperanças, nos atrai 
para o canto dos pássaros, e nesse instante,
tudo já passou...
Já passou o adeus,  as saudades, as tristezas!
Passaram-se as horas e o velho amor...
Quando vem o amanhecer, sua magia afasta o 
ruim, o escuro da alma, a dor.
O sol, nos chega por companhia e faz abrir a 
flor, trazendo  no vento os cheiros de renovo 
da fruta amadurecida, nos enchendo de sabor,
seus raios de luz!
Ao amanhecer, agradeço ao nosso Senhor...
Todo amanhecer tem um resto  de desejo que 
não se concretizou, mas o será!
É só esperar...é só confiar, e se assim não for,
simplifiquemos os desejos, esperemos novas flores,
novos frutos...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Almas...

Enternecidas estão, as almas que procuram
o encanto a todo o instante!
Enobrecidas, tornam-se, por atitudes felizes...
Escarnecidas estão pelas dores e sofrimentos
comuns aos viventes ...
Esmorecidas pelo cansaço,  que não desistem,
mas que desfalecem de quando em vez, que 
até adormecem sem perceber, e sonham acordados
 com os pés no chão...
Almas enternecidas somos, pela velocidade das
batidas do coração, envoltos nas emoções que
são provocadas pelas esperanças que carregamos.
Estilhaçados e quase sem ar, por duras batalhas,
seguimos juntando restos das próprias carnes, que 
reconstruímos, corpo a corpo, lutando as cegas, nos
descarnamos!
Oh, sim! Somos almas errantes,mas, protegidas pela
própria coragem...
Vamos adiante!
Enternecidos pela luz Divina e na eternidade que nos
encantam,sejamos todos, almas livres!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Dia Internacional da paz, todos os dias...

Paz não é céu, é um estado de espírito!
Paz é absorver a quietude e usá-la como
uma oração...cultivá-la, é semente!
Paz é pensar na paz dos outros, na paz do
mundo!
Ter paz, é carregá-la, apesar dos barulhos
das violências que não podemos evitar...
Paz é construção da luz, sem a eletricidade
do amor, que escassa, nos faz  falta  pelos
exageros do egoísmo.
A paz dos homens e a paz de Deus, se faz 
na humildade da aceitação das coisas como
devem ser.
Paz! Mais do que virtude, é massa que modela 
os corações puros!

domingo, 11 de setembro de 2016

de manhãzinha...

Amanheceu, o tempo ainda está gélido
e acinzentado, contrastando-se ao
brilho das conchinhas e estrelas...
O ar cheirando a peixe, peixe fresco!
É a praia sonolenta! O mar jogando
suas ondas espumosas nos meus pés,
que deixam marcas mornas ao  
afundarem na areia branquinha...
Um vento suave cortando meu rosto, 
brincando com meu vestido fino...
De braços abertos agradeço aos céus,
que já vem quebrando as nuvens com
seus raios de sol, dourando-me os
cabelos desalinhados.
Amanheceu, e tudo em volta são muitas
conchinhas, casquinhas dos mariscos,
um pescador retornando com seu velho
barco, e  adiante, no alto,uma linda e
colorida pipa,  empinada ao longe por 
alguém solitário buscando liberdade...

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Refrigérios...

Tal qual refrigério que se 
instala aliviando o clima
de verão, onde o sol nos
aquece a alma,
Como um manancial de 
águas cristalinas a nos 
saciar a sede  nas chuvas...
A natureza orvalhada nos
inspira o coração!
Como um respirar profundo,
é o vento  a nos arrepiar,
buscando dias melhores.
No frescor de cada gota 
escorrida no tempo,
elevam-se pássaros e flores,
para um estandarte de cores,
transportando em pétalas e 
asas, as sementes de Deus
no firmamento!

Cúmplices...

Você vai, eu vou!
Você é, eu sou!
Como um ritmo,
como uma balada
louca que se dança
juntos...
Como um equilíbrio
incomum, um combinar
de células...
Um cantar em voz
rouca, um sussurrar,
Um sonho!
Você vai sonhar, e eu
também!
Sonharemos sonhos de
valsa, sem sermos 
bombons...
Sonhos que nos embalam,
ritmos alucinados de 
estradas que não têm 
sons, mas silêncios, têm
jornadas...
Nessa viagem solta eu 
irei, e você também!
Nos acompanharemos
em cálidos sentimentos
de despedidas,  e em
reencontros de novas
estações de amor...

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Educar...

Educar e não transgredir a natureza pura.
Não desviar caminhos que ainda não foram 
percorridos...
Educar é não deformar um caráter ainda não
preenchido.
Educar é formação do amor concedido e não
explorado, ou cobrado.
É sanear vestígios das impressões e juízos  
preconcebidos...
Educar é dedicação de afeto sincero  não 
corrompido, é luz e vontade.
É querer regar sementeiras, é florir!
Educar é racionalizar o indivíduo, é poder  
ajudá-lo a se completar para o porvir...
Educar é assistir e acolher o mais íntimo 
gemido das dúvidas e esclarecer, iluminar!
Educar é simplificar, sem dar tudo pronto.
Educar é participar da construção divina 
de um ser.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Poemas nossos...

Para cada olhar  uma visão diferente.
Para cada visão  uma miragem, uma 
ilusão...
No instinto, percepções de segredos
que se guardam nas almas, nas flores, 
nas estrelas, no mar...
Para cada olhar uma imagem distinta 
sobre a humanidade, e outras distorcidas 
por cansaços ou falta de conhecimentos.
Nos olhos, espelhamos essas imagens  e 
criamos novos temas, um verso, um poema...
Poemas são caminhos, e caminhos têm suas 
miragens, ou luzes na amplidão.
Poemas são poemas, e são detalhes que estão 
em nós...são reservas de amor adormecidas.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Inteireza...

Sermos inteiros é não estarmos sós, é vivermos
sabendo  que em noites aflitas, não 
seremos jogados em pesadelos loucos,
que  nada acrescentam em positividades.
Sermos inteiros, nos faz pensar que somos 
páginas de introdução destinadas às próprias 
vivências.
É termos inteireza de pensamentos, que por certa
relatividade nos dividem, para contemplarmos os
esplendores do Universo, inteireza que nos faz
em pedaços, para unirmo-nos. Como estrelas
multiplicadas,  para distribuir em porções, gestos
de gratidão, alegrias ou fé...
Para sermos inteiros, precisamos da certeza de 
sermos úteis a nós mesmos, em primeira mão, depois,
na certeza de quem somos, repartirmos em pés de 
igualdade, pontos de acesso ao poder. Poder que 
afastem tristezas, curem muitas dores e nos possam
alimentar a alma.
Sermos inteiros  é esvaziar pensamentos infelizes, até
a última gota, é sermos livres do egoísmo, é doação
solta, sem aplausos...

terça-feira, 7 de junho de 2016

Mil faces...

São muitas as faces de surpresa  para nossos enganos,
muito ranger de dentes, quando os enganos tornam-se 
vícios...erros.
Mil faces para encarar o que se deve, mesmo às custas de 
caretas.
São mil faces de humores, quando se está  feliz, e qualquer
coisa  provoca o riso, até mesmo, quando se viu o "passarinho
verde"...
Há  faces improvisadas para cada  pranto interior,  quando o
ódio ou desprezo chegam  para assolar o tempo,  e nele se
queira esconder...
Há mil faces  que rezam e vibram pela felicidade alheia. Também
há outras, de olhos arregalados em aparente loucura, ansiosas  
por uma realização qualquer...
Há faces e mais faces  que se congelam ao serem trazidas nas
memórias, as faces escuras das tristezas e as faces iluminadas
de alegrias, as máscaras, a maquiagem...
Há muitas caras para encarar os medos diante dos assombros...
Há também, muitas caras particulares  que fazemos quando vemos
os que não têm amor, os que nada sentem e não sabem ler as caras
da solidão, da fome ou das injustiças,das mentiras, as"caras-de-pau"
Existem as faces do tempo, que nos transformam feito camaleão,
mudando de cores...as faces da moeda ao dar o troco pela dura
vingança, a face da terra... a face a face...os avessos, a vergonha.
Há  faces de jovens, velhos e crianças. E há faces vistas, em cada ação
da verdade, de vida ou de morte...a paz e a fé, trazendo as faces da 
caridade,  a qual, nos atrevemos, pois esta é a hora  em que habita
em todos nós  a face  de Deus refletida...


domingo, 5 de junho de 2016

Um beijo para a natureza...

Hei de beijar-te um dia,  com o mesmo amor
de outras eras, com a mesma alegria...
Beijar-te sob a luz da lua ou de um sol 
causticante...
Matarei minha sede na cachoeira e pedirei o
frescor do mar em meus pés!
Hei de beijar-te como já beijei antes, com  
doçura vibrante ao olhar o céu!
Beijarei, como a flor, que anuncia suave a
primavera, na pureza angelical que existia...
Hei de beijar-te, chão, que  abençoado acolhes em
harmonia a plantação e a água do ribeirão...
Te beijo, com gratidão, sempre que vejo os nossos
pássaros e  toda tua criação...
Hei de beijar-te sempre, cada pétala de flor, com o
mesmo amor de sua majestade, ó terra!
Beijar o beijo apaixonado dos humanos e não dos
que são insanos, pois estes,  causam-te danos, te
destroem...te queimam e exploram até o ar...
Beijar-te-hei, sim, através do nascimento de cada 
manhã, nos sorrisos das crianças, que estarão no
futuro, a beijar-te também, com o coração puro...
amando e ensinando a te amar....

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ordem e progresso... Para quem?

Há um certo prazer em  transferir sobre o ombro alheio,
toda frustração, todas as culpas pelos enganos, pelas
precipitações. Há um fluxo...  apontamentos  que vão
atingir de forma contínua e direta, àqueles, a quem  nós
de algum modo subestimamos  por causa da ingenuidade
ou mesmo pela humildade...
Há uma covardia voraz, que bloqueia qualquer iniciativa
de progresso, principalmente quando esse progresso está se 
revelando numa camada mais simples, menos burocrática...
Transfere-se o caos do mundo, sobre o ombro alheio, todas as
vezes em que não se tem a capacidade de prosseguir, de lidar
com as frustrações e os preconceitos...
A verdade é que sempre haverá  um esquema sólido de culpas,
de acusações, de desculpismos, de sórdidos ataques, de uma
espécie de vitimismo...e o tempo todo, onde  crescem o orgulho
e a vaidade, estará presente a arrogância.
O ponto é... se queremos ou não, a evolução e o progresso. Se 
queremos ou não, a ordem, a paz da terra, o fim das diferenças
de raça ou religião.Somos um corpo,com lados direito e esquerdo!
Até onde vai nossa capacidade de união e otimismo, de seguir
adiante, de amor ? Respeitar aos outros, é respeitar a si mesmos!
Ser cristão ou ateu, ser ilustre ou pessoa comum, pouco importa,
somos de uma mesma espécie, temos as mesmas obrigações de
amar e servir, de buscar o entendimento, estamos todos num 
mesmo barco, e no túmulo, quando a morte nos ceifar, estaremos
em condições de igualdade, na dor e na saudade.
Não podemos ser hipócritas, é só e tão somente uma questão de
tempo...

terça-feira, 29 de março de 2016

Preserva-te

Preserva em ti, os tesouros puros da nobreza de
ideais...
Preserva os resquícios das lembranças, quando 
as flores  dançavam ao vento diante dos teus olhos,
quando teu céu se coloria em papagaios, empinados
por mãos de meninos que sorriam em liberdade...
Preserva tua natureza simples, de quem vê além...
Suportando as transformações sem corromper-te,
preserva em ti as pérolas do bem que te ensinaram
e formaram o teu ser...
Sem se importar com modismos, que são passageiros,
preserva tua fé, que te embriaga as horas de desconfiança,
quando  chegam as aflições...
Preserva o amor e teu sol interior, a fim de que cada dia
tenha uma especial conduta de luz e paz...
Preserva-te, preservando com os mesmos valores,o valor
que dás aos outros...

O outono...

Desfolhadas estão as árvores, por causa do 
outono, secam...
O vento carrega as folhas, num  rodopio em
sopro morno.
Desfolhados vão também os  sentimentos, folhas
mortas de fragilidades e desapegos...
Desfolham-se  florestas ímpares, de festa e cores
derramadas num só momento.
Infortúnios e esperanças se misturam num mesmo
evento, o pôr- do- sol...
O horizonte nublado, pela manhã,  prepara o resto 
do dia  ao sabor da vida que se inicia...
Desfolhadas ou não, vidas que vêm e vão!
Desfolhadas, anunciam o inverno que acolhe nosso
coração, para nos presentear com a primavera.
Tudo então se repete obedientemente, e, na luz do verão,
o amor de Deus se estende...
Somos árvores desfolhadas, que escrevem nas emoções
os valores do tempo!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O poder humano...

É o homem quem faz, refaz e desfaz!  
É o  homem...
É o homem quem trama os dramas, se 
arma e odeia, que ama e constrói. Depois
esperneia por  humanos direitos.
É o homem!
É sempre "ele", quem viaja e explora o
mundo deixando sua marca.
Rastro vagabundo que derruba e desnorteia
sonhos, de aldeias, de povos calados e sonhos
de primavera, de natal, de concórdia e também
de progresso, assim como os sonhos infantis...
É o homem, sempre o homem!
É quem desfruta do suor alheio, do suor de 
outras lutas...no egoísmo.
E também o homem da lei,  das causas "justas" !
É o homem ...é o livre- arbítrio...
O único ser capaz de pensar e dispensar  
trabalho, desempregar...inutilizar...rever!
Pode pensar luz ou treva, é sempre o mesmo
homem que para a violência não dá trégua.
Somente o próprio homem, ensina as ciências
sociais e racismos  num mesmo tempo, desprezo...
É o mesmo ser que deseja o poder e quer ter a
mansidão...submetendo seus iguais!
É o homem, único ser terrestre capaz de 
apagar a dor, aliviar a fome, a guerra e a 
corrupção!
Não é a religião, mas o homem...
É o homem! Ele é quem tem a paz nas mãos!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Inexistências...


O pão o vinho e um  linho branco...
O ar num céu em desalinho que
é tempestade! É cheia de um rio...
O pão e o vinho alimentando manchas
no linho branco, as marcas,o mando...
No forno, o carvão!
No céu a escuridão fazendo fumaça de
extermínio...os ninhos, os ninhos
os meninos...
Poluição que contraria qualquer ciência,
por inconsciência!
A luta armada na mata, que mata os índios!
E o preço da vida?
Vida? Só mortes,  sem punições...
O descaso, o lobo-guará, os
tucanos, as onças e os sabiás...
A falta de zelos e  os apelos, as queimadas...
Sempre será o vinho, o brinde a marcar e
comemorar... E os ninhos, o quê será?
Mas, há o pão vindo da fé e o vinho para
quem quiser... para quem esperar, no branco
do linho, a paz...
O remédio, a pureza se faz!
Mas cadê? Quem terá o alento às
viúvas, aos filhos e netos, sem tetos,
sem lar... sem um divã!
E a espingarda que soa e sua esmeraldas
nas grutas seladas e nas serras peladas
do amanhã? Sem ninhos, sem vinhos e os 
linhos manchados, chorados, o afã...o aqui
jaz...A exploração sem limites...sem pão!

Sobras...

Quando tudo se for, ou  se acabar...e
não houver nem mesmo uma semente!
Ou então, o puro ar, e a luz do sol...
Quando conseguirmos exterminar a
nós mesmos, e fizermos parte dos 
entulhos, dos  lixos que sobrarem...
Seremos adubo para quais flores?
Seremos frutos renovados ?
Teremos um novo dia? Nova chance?
A quem alimentaremos? Aprenderemos?
A quem aniquilaremos novamente com 
nosso egoísmo?
Não percamos a lucidez... preservando ao
próximo, estamos nos preservando!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Escola

O mundo é uma engrenagem antiga.
Velha carcaça, que metamorfoseia 
em seus vãos, as sementeiras. Com 
brotos sensíveis  que germinam em
qualquer ambiente, brotam, mesmo na 
areia!
Engrenagem de segredos, labirintos,
cavernas e caos, mas é mundo !
Engrenagens cujas correntes se cruzam, 
mas não se embaraçam...
Movimenta-se em fantástica harmonia!
Embora, às vezes, carcaça fria, de abrigos 
escondidos pelo gelo das ilusões...
Mesmo assim, brotam sementes de alegrias.
Em caminhadas íngremes ou abismos temidos,
nos fascina, é o mundo!
É engrenagem de inteligência Suprema, uma 
oportunidade de conhecimentos sem fim...
Nosso  mundo  é nossa  escola, é engrenagem 
que direciona nossos destinos, os dentes dessa
engrenagem, freiam as diversas correntes, para
nos dar coragem e nos indicar disciplina!

Mais um sol...

Se  eu conhecesse os caminhos do infinito, 
poderia trazer, quem sabe, mais um sol!
Um novo sol, para aquelas horas de 
solidão que ninguém diz, ninguém mostra...
Traria também, riso novo, jamais visto com
tanta luz!
Buscaria o futuro pela mão, juntaria com ele 
teu olhar, nos sonhos e na fantasia...
Pegaria os raios de sol e
amarraria  fitas douradas em teus cabelos 
delicados e infantis, apagando o mal, afastando  
qualquer um que quisesse acordá-lo.
Vibraria amor em disciplina pura, preparando 
a vida futura, desde o ventre!
Talvez, tudo seria lindo, diferente, sem amarguras,
sem ódios!
Se a razão das razões  tivesse um alcance, clareando 
os sentidos, tudo seria leveza, a própria natureza 
estaria sendo preservada  em harmonia com a
humanidade.
Se eu conhecesse os caminhos, já  os teria explorado!
Do infinito! Trazendo outro sol! Veria germinar em meio
ao deserto, um imenso campo de  eternas flores...mas,
somente posso imaginar esse sol e desejá-lo em  poesia!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Sobe e desce...

Muitas alegrias surgidas pelo colorido
de uma cavalgadura de madeira. Uma
visão feliz por uma pintura em movimento.
Um grito forte, de ansiedades e cirandas.
Roda que gira num sobe e desce de serras
imaginárias, agarradas aos cabrestos  de
cordinhas vermelhas, e sorrisos, que chegam
até as orelhas!
Sobe serra, sobe e desce festejando uma bela
tarde de domingo! Um beijo jogado com  
mãos pequeninas, cheias de esperanças...
Como é lindo um carrossel  girando os sonhos
de uma criança !

sábado, 16 de janeiro de 2016

Cada manhã...

Todas as manhãs trazem um alento e renovação.
No canto dos pássaros, no voo das andorinhas,
tudo é alegria e luz. Quando chega o verão as
manhãs são orvalhadas e guardam as impressões
do ontem...do que mais nos marcou.
Quando acordamos para um novo dia, esquecemos as
dores, ou  pelo menos, sentimos que foram amenizadas.
Até o vento matinal é diferente, é limpo e tem   frescor. 
Para cada manhã bastaria seu próprio cuidado, não 
fossem nossas ansiedades e falta de fé,  tudo seria mais
fácil, mais verdadeiro.
Em toda  manhã existe uma magia que faz o sol
brilhar com transparência, faz a transformação dos
nossos medos, em novos inícios, novos desejos de que
a esperança não morra...
Para cada manhã, uma oportunidade única... 

Uma guerra...

O que prevalece no ar após uma guerra...
só o pó das artilharias,  uma trincheira vazia
homens arrasados e também arrastados pelos
mesmos tormentos lado a lado...
Homens que antes rezavam por seus entes, se 
abraçavam docemente, faziam juras e mais ...
O que são hoje, restos de ossos, farrapos!
O que prevalece é o ópio da intolerância, o ódio.
Homens inteligentes, saudáveis, pais... mães!
Todos envolvidos, numa mesma batalha para 
ganhar ou perder o seu tudo, seus ideais...
Obedecem friamente, caminham cegos a destilar
o  engano, do que pensam ser soberanos, do que são
limitados a ser. Covardia, e ao mesmo tempo medo!
Misturados à coragem por algo que nunca de fato
desejaram...e muitas vezes, se quer sabem o real
intento.
Matar pelo simples prazer de ver o sangue correr!
O que prevalece numa guerra, são os interesses de
poucos, a ganância , a vaidade pelo poder...a
opressão. Depois de tudo consumado, ninguém
ganha...apenas por um instante terreno, terão
a sensação de vitória...é tudo tão passageiro...

Lua cheia...

Quando o luar se esconder será breu, estará longe...
O luar ficará em horizontes desconhecidos,
enquanto escuro for o tempo de amar, quando 
não houver um motivo sólido, uma razão
maior de existir...se esconderá!
O luar é velho  companheiro das belas
estrelas...  Na sua fase mais cheia, brilha
para dar sentido ao olhar cobiçado dos
enamorados...
Onde o luar se esconde, quando há tempo
para amar, tudo fica refletido no espelho das 
águas, memorizados no mar...
O luar se envaidece ao emprestar  clarão 
aos poetas, dando-lhes inspiração... E as
noites, se alongam, lampejando em abraços o
que precisa se eternizar. O breu será sempre
quebrado pela luz da esperança.
Outro dia virá!
O velho e antigo luar, adormecerá todas as vezes
em que for tempo de sonhar...e brilhará mais alto  
ao acordar! Prateando as madrugadas! Não será 
mais longe o seu lugar, estará íntimo às nossas 
janelas e  nossas estradas, alumiará!

domingo, 3 de janeiro de 2016

Tinta sobre o papel...

Ao escrever o que  é diferente, algo bom 
que não melindre, exercitamos fé...
Podemos  fornecer viagens e arte. A luz
em meio a paisagens, nas letras,  feito 
patinação no gelo, um balé, numa onda...
Num ziguezague  de  voo suave, esticamos
linhas com pontos finais ou não.
Infinitamente  sopramos ideias por caminhos
desconhecidos, imaginados ou escondidos.
Num vácuo que não se viu, que não foi lido.
Escrever como se passeássemos por folhas
em branco, de brancas nuvens, surgidas de 
repente em céu de brigadeiro. Num olhar absorto,
um pensamento torto, um vazio inexplicável...
Um respirar de flores, lágrimas de amores!
Escrever  segurando-se aos laços dos movimentos
da caneta, entre a tinta e o papel, numa vontade 
imensa de dizer coisas bonitas, infinitas para que
os sorrisos permaneçam, afastando  maldades...
Uma vontade de repartir sabores, novos tons para 
novas cores...Um som que range de mansinho a 
quebrar os silêncios de horas intermináveis de 
sonhos ...de céu, de saudades!