segunda-feira, 30 de novembro de 2015

É o que há...

   A verdade, é inteira...se apresenta 
   de forma brilhante.
   Vaza como os raios do sol...
   A verdade é sentinela da alma,
   é razão, é nitidez de águas!
   É o que há e permanece,sempre 
   prevalece sobre o mal.
   Mesmo havendo contrariedades, 
   ela é,simplesmente...
   Se hasteia feito bandeira a nos 
   conduzir rumo à justiça!

A água ...

Se preservarmos a água 
ainda veremos algumas
flores...
Sentiremos os perfumes
pairando entre as lindas
borboletas.
Ouviremos o canto das 
cigarras!
Ainda estaremos aqui  e 
veremos todo o resto de
belezas que há no mundo...
Ainda teremos os sabiás 
para abrirem com alegrias
as nossas manhãs.
Ainda haverá tempo, se 
matarmos a sede da  
ganância que habita em
todos os homens...

domingo, 22 de novembro de 2015

Compor um poema...

Compor um poema sem razão ou significado, sem emoção,
é como uma construção sem estrutura, sem alicerce. É  ver 
uma rosa e não sentir seu perfume. É como  um pássaro sem 
asas, um instrumento sem som...
Compor um poema que não se veja a luz, que não tenha cor 
e não produza ao menos um suspiro de amor, é tristeza,
é como se tudo em volta perdesse o  chão, e como se tudo 
permanecesse em trevas!
Compor um poema  sem sentir a brisa no rosto, sem amenizar 
um desgosto e nem cobrir a dor, é como se estivéssemos 
mumificados, gélidos de coração...
É como se nunca tivéssemos ouvido uma canção... e na surdez de
alma o tempo parasse nos jogando em solidão.
Compor um poema é largar-se em harmonia com os movimentos
da vida,  enquanto o mundo gira...
É gostar de um passeio sob a lua, contando estrelas. É mansidão!
Compor um poema, é compor todos os momentos vividos, num 
singelo tema de paz ... é  transbordar sentimentos de amor e 
muito mais...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ai,vida...

Enquanto os homens vão se extinguindo mundo 
a  fora...vamos seguindo!
Enquanto a escassez das águas traz torturas e 
necessidades, o sacrifício extingue as forças do 
arado no preparo da terra abençoando o chão.
Uma semente infantil brota, e outras adolescem 
flor em botão...Surgindo novos guerreiros da 
futura geração, lutando e protestando por 
melhor educação.
Buscando conhecimentos, esperam, não seja em
vão...
Em ritmo constrangedor, de preconceito e desamor,
segue a vida computando ao mundo o terror!
Enquanto a vida se extingue, no ar, na terra e no 
mar...Mães,"senhoras santas", choram seus filhos,
que não vão mais voltar! 
Outros, choram melindres,reclamando de barriga 
cheia, enquanto muitos lutam incansavelmente 
hasteando suas bandeiras.
A vida segue onde tantos mais, não desejam as guerras,
tão pouco as cicatrizes, então, tatuam seus corpos para 
sentirem-se felizes.
Enquanto  que para outros, as vidas se extinguem em abortos 
e deslizes!
Assim,vai a humanidade no declive, guardando memórias 
e raízes  para um futuro já morto, como nas águas doces de 
Mariana...

Sonhos altos...


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dar esperanças

Mas, o que é dar esperanças onde não há entendimento,
onde o cansaço se instalou  há tempos? ...  De  que 
valem os exemplos de refazimento, se quem está mais
necessitado não aceita, não quer  mudanças  de
comportamento, nem quer  transformação?
Há os que nada mais desejam, a não ser, ter  toda
atenção sobre si. Sofrem, mas  fingem como
se não ocorresse tal dor, a frieza prevalece...a fé,
ah,a fé já se perdeu...Não sabem que crer  é
ter esperança é dar esperança...é mostrar-se forte
quando todos fraquejaram, e essa dor disfarçada,
de repente, pode sorrir reconfortada  no que o outro
sofreu,  suportou  e se  afirmou,  confiante de que a
espera valeu ...O que é dar esperança à quem
não mais a tem, é dar- lhe nova chance de aprender
com seus erros, para perceber que  nem  tudo  está
terminado, que há recomeços, que podem existir saídas,
que o amor verdadeiro  é incondicional...
Dar esperanças é ofertar carinho e paz, sentir  que o
sol nascerá  apesar do temporal, é confiar, tentar de novo,
é acreditar com humildade que "dias melhores  virão..."

domingo, 15 de novembro de 2015

Senha...

Existem muitas portas, são portas comuns. São portas 
de quem caminha de um canto a outro, livres... São os
momentos em que observo detalhes, até mesmo das 
paredes. Gosto de perceber estruturas para pisar o 
chão que antes não havia pisado...
As portas que abro, são de aparentes conformidades,
onde avanço para o desconhecido...não precisam 
ser exatas. Muitos fazem o mesmo, abrem portas ,mas, 
as deixam abertas...talvez de propósito, ou distraídos!
Há outros, que amedrontados, estacionam à beira do
caminho, sem coragem.  Não querem construir as 
suas, nem se quer fazem uso da curiosidade... fecham-nas
simplesmente ...Assustam -se com os códigos,  as chaves,
os cadeados... os segredos... e aí, desistem!
As portas que abro  por conta e risco, são próprias, mas, 
posso dividir espaços  junto aos que não estão com pressa
e que carregam seus próprios códigos.Contudo, a senha é 
única para todos, a senha é  J -e-s-u-s!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ainda é primavera...

Está chovendo...ainda é primavera e as gotas 
se espalham pelos canteiros e jardins...
Não se ouve nada além do barulho das águas.
Um calmante se derrama pelas flores que já não 
suportavam a secura, suas folhas balançam em
risos de gratidão aos céus.
Vejo pássaros escondidos num tronco,tão bem 
guardados que nem percebem a companhia do sr.
gambá, tomando carona na mesma árvore...
Até o galo,hoje não o ouvi a cantar,está lá,  todo
encaramujado com preguiça esperando a chuva 
passar...Talvez esteja com frio, coitado!
Ainda é primavera e a longa jornada logo virá! 
Virá no volume das águas,limpando as ruas e as 
calçadas,assim como as mágoas que insistem em
ficar...
Está chovendo... agora são as gotas de lágrimas 
rolando  no rosto,pela saudade que há de passar!

Faces...

Cruzo comigo  todos os dias ao me
olhar no espelho, mas não é um simples 
olhar... É curioso, é  cheio de desejos por
uma bela face, mas, não a face da ilusória
beleza,  que além de passageira,  torna-se
vazia  com o super ego...
A face que desejo e procuro ver no espelho 
dos dias, atravessa o portal do meu íntimo, 
percorre as camadas profundas, entrevê as 
batidas do coração ... subtrai o ritmo  ao 
menor descompasso, esconde-se e recua...
avança e se joga num tremor entre o medo
e a emoção...Passa por metamorfoses que
até  paralisam os sentidos... sem gemido que
me  faça fugir ou cair ... apesar de que, posso 
sem culpas ou choramingas, escolher...
A  face que busco ao cruzar comigo todos os 
dias, é bem um desejo de que eu permaneça e  
não mude, porque é esse desejo que me guia 
à refletir  para me conhecer, dando coragem e
plenos poderes de ser como sou... deixando a
nítida certeza  que sou verdadeira, essa é a
face que me corrige e  questiona, à cada passo
equivocado . Todos precisamos de espelhos...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Descaso...

Eu , pessoa comum, sem nevoeiros ou novidades,
mas com um respirar profundo, absorvendo à 
minha volta, o certo e o errado. O barulho, o 
movimento, o  trágico e o cômico!
O que é constante e também o avulso, os contentes 
e  os rebelados...  e as vítimas sem pulso!
Atesto meu próprio resumo vendo o ópio espalhado
no mundo!
Respiro e reparto o ar com os meus iguais até onde 
a poluição permita, mas...há poluições mais carregadas
e escuras que outras, principalmente as vindas com a
fumaça da corrupção, o descaso, a poluição sonora e a
midiática...
Observo a indiferença constatando o tormento, os danos,
cujo controle é essencial para a paz e subsistência...
Em momento algum posso matar em mim, o que traz 
felicidade natural...mas, quando  por válvula -de -escape 
faço-me desabafo...os rebelados, os descrevo como seres
que não reagem por acaso, e os contentes em demasiado, os
defino como egoístas, pois  não se pode contentar-se diante 
de tantas poluições e violências...não o tempo todo..."Me refiro 
aqui, basicamente à politicalha, a esses que riem de nós como
se não causassem crises no país..."