segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Gaivotas

Nas gaivotas, vejo a liberdade se mostrando fiel, quando 
piso a areia do mar, com o sol a pairar no infinito... Num 
instante tornam-se cúmplices e  em bandos acompanham 
os ritmos da natureza!
Voam alto, vão ao longe...brancas! Se misturam  e entre 
nuvens se escondem!
Gaivotas trocam segredos do céu e do mar, são enfeites de 
paisagens  raras, das que o Criador nos presenteia, mostrando 
 esperanças  de que o espetáculo se repetirá ao entardecer.
Gaivotas são mensageiras da vida, estão sempre por perto a 
estimular o homem para novos horizontes, novos pensamentos...
Gaivotas  morrem livres... Mesmo as observando de perto,  
nossa alma continua aprisionada, mas ansiosa  pela mesma 
liberdade...

Iguais...

Somos iguais em tormentos, alegrias, dores...
Somos flores que desabrocham.
Somos defeitos e qualidades, temos fome e sede 
de existir...
Somos arrepios e ciúmes, somos sonhos e também
carregamos fardos.
No cansaço, à cada hora, algo em comum...
Somos gente, seres que se encontram, se dependem,
se  defendem...somos deuses, e demônios  somos... 
Somos iguais, e a grama do vizinho, só aparências,
nossos jardins também, nossos vasos e vazios...iguais.
Somos paixão e idolatria, mas, há séculos temos sempre 
a mesma sensação de milagre que nos absorve ou 
que nos devora, nos controla com o signo do medo.
Ambicionamos coisas que, de repente, nem merecemos,
mas queremos.
Somos iguais nas angústias da vida e também na morte,
porém, ela nos concede pequenas e diferentes regalias, nos
leva aos poucos, cada um na sua vez , na sua hora, iguais
e sem demora.
Somos iguais,  mas o Criador nos dá o DNA marcado, para 
nos tornarmos únicos  para nós mesmos...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Os nossos...

Houve um tempo em que os nossos eram saudáveis, belos
e cheios de esperanças por quererem salvar o mundo ...
Nas praças e bosques, se  podia sentir o cheiro das flores, da
pipoca e algodão doce....as brincadeiras, o  sol  a aquecer e iluminar,
brilhando   entre os  cabelos soltos no vento!
Os nossos,ainda não conheciam as malícias da vida, o mal pensamento,
também, não  presenciavam de perto a realidade da violência na
morte... podia-se caminhar pela liberdade, embora restrita, doutrinada,
mas, liberdade...
Os nossos, de tanta beleza e formosura  por terem nascido aqui,
em berço esplêndido, despertaram  o ciúme nos dos outros, 
que hoje desfilam como cidadãos perfeitos do mundo... os 
cheios  de cultura...Os nossos? Ah, aos nossos foram apresentados
os vícios, as drogas...O cheiro das praças onde era o suave algodão
doce, hoje é de pedra queimada do crack, e as brincadeiras inocentes
foram substituídas pelas agressividades e inconsequências, impunidades...
Dizemos que o sol nasce para todos, mas aqui, os nossos sobrevivem 
nas sombras do esquecimento...
O berço ficou pequeno demais! Os nossos, nem mesmo cresceram e já o 
perderam para os mais novos. Esses também, não se tem certeza de que
conhecerão alguma praça com cheirinho de pipoca e o doce algodão.
Os nossos esperam o futuro, deitados em tempos de copa, enrolados à
nossa bandeira,   jogando sonhos pelo  chão!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mexer...

Movimentar o fundo das águas estagnadas, faz com 
que sejam devolvidas as pequenas partículas de 
coisas desapercebidas, de sinais e distrações, que 
só podem ser  tocadas e repensadas,se forem vistas 
com olhos fixos nos reflexos,nas causas,nos fios 
de transparências que insistem em revelar conteúdos 
novos, dos quais  podem se perder para sempre e correr 
pelo ralo da indiferença , serem banalizadas...
Mexer o que está estagnado  é rever o fundo e o charco,
mas, é também, absorver tesouros de inquietações para 
o porvir...é  fazer novos começos, é saber que pode surgir
uma flor em meio ao pântano!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Como queiram...é o livre- arbítrio !

Quando  paramos para pensar  nos caminhos da existência, percebemos o quanto ainda
precisamos evoluir, crescer...Em tempos presentes, temos verdadeiros achaques, saudosismos
pelas coisas que se foram , do tipo...anos 70 ou 80... Tá , foi legal, mas  passou! 
É tempo de olhar para a frente, o mundo mudou e ficamos por aí ... "No meu tempo era mais
tranquilo...eu podia andar à noite , sem medo .Estava todo mundo  preocupado   consigo 
mesmo e não havia ninguém dando opiniões, as preocupações eram de como criar os filhos
e trabalhar...
 Claro, não havia uma população enorme como agora , assim sendo,  podia-se ter uma
perspectiva, se podia até,  dar -se ao luxo de escolher o que ser quando crescêssemos...
Só que havia também, um real quadro, éramos mais  inocentes!  Dar opinião para quê ?
Já tinha  quem pensasse por nós,dava menos trabalho! Depois, ficamos dizendo: A culpa,
 é dos políticos do passado!  Mas, será?  Então, por quê nos dias de hoje deixamos que
tudo piore ou se repita?De quem é a culpa, se agora já não somos mais inocentes?Temos
até internet, ao menos uma boa parte . Quais instrumentos precisamos  mais, para mudar
e nos conscientizar? Isso,  consciência! Aí, quem sabe  as tais de redes sociais do futuro, se
transformem e absorvam seu real objetivo... socializar!