terça-feira, 26 de agosto de 2014

Sempre...

O modo como se repetem as histórias,
o fazer e refazer os caminhos usados 
para a liberdade,nos deixam inquietos.
Somos simples  humanos à espera de 
respostas.Não temos de imediato nenhum 
plano,e nem sempre uma saída perfeita...
Para cada passo em direção à vida, no 
que nos parece o mal, recuamos, à cada 
passo um freio,um não sei...dúvidas!
À cada sensação de mal, um medo,um frio.
Sempre um resumo e uma cicatriz indesejada, 
um choro, um remorso,uma lembrança que
fica abafada...
Na ação malévola,existe o endereço certo,é 
o orgulho e ainda o egoísmo, seu maior 
escombro.
Dar a outra face,é a paz articulada no perdão, 
é ter a coragem do bem!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Desmoralizar o mal...

Desmoralizar o mal é um processo 
aparentemente infinito. Necessitados
somos de amor,fé,verdades,caridade,
luz!
Desejar que o mal se desfaça é parte 
dos pensamentos da maioria, é a ideia
de habituar-se ao bem...desarmar todo  
o ódio, rancores e injustiças sociais.
Desmoralizar o mal através da arte, do
sentimento puro... da música !
Não tenho vontade de tempo perdido, nem
de ficar calada.
A inércia, a meu ver, não é possível diante
dos flagelos...
A Terra gira, e com ela nossos atos,  nossos
pensamentos... daquilo que penso, manifesto, 
exponho... aos que gostam de ler agradeço!
Desmoralizar o mal, é um começo !
Eu quero, você quer e  nisso creio, por isso,
sonho e escrevo.
O mal sempre será o mal... O bem, seu único
antídoto, no amor, há paz!  Na justiça, há nossa
melhor vacina...

domingo, 24 de agosto de 2014

Falsidade...

E o que é falsidade...
É o agir do outro contra
nós? É o pensar diferente?
É o  não aceitar educadamente?
O que é falso por si ,cai um dia, 
mas, tanto faz,mesmo que repetidas
vezes surja o falso brilho do olhar...
o sorriso amarelo de alguém, o peso 
nos ombros pelos que nos toleram 
docemente...
Falsidade, é ato ou ação daquele que 
é falso, enganoso,portanto, a si próprio
um dia ,será danoso verdadeiramente!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Conveniências ortográficas...

O alfabeto desconexo, é resultante da
falta de apreço aos costumes daquilo 
que é correto...
Histórias escritas em linhas da servidão, 
ou mesmo sem padrão, o que é incerto, 
é injusto...a não alfabetização.
O que antes foi escrito em versos e prosas, 
em dedicação, agora é posto fora, não há 
nem mesmo interjeição...
Tudo está em contradição, só um saborear 
de letras, o desrespeito à língua, à origem, 
ao som... não se sabe interpretação.
O analfabeto funcional é moda  para disfarçar 
a omissão.
É o  alfabeto desconexo da enfermiça mutação... 
dos homens, da mutilação das frases, a banalização.
A letra que salva, não mata, é juízo e efeito, não 
há ordem nem progressos, nem mesmo há  sujeitos, 
tirou-se do verbo a ação, a voz, o objeto direto, o 
entendimento. Agora querem tirar o motivo e a 
expressão de termos direitos, de sermos Nação!
É a caneta que mata a letra no preconceito e na
corrupção...

O que não rima mais...

As coisas que não rimam mais, são 
diversas, são ocultas...
As rimas se entrelaçam de quando em 
vez, nos martírios, nos lírios infantis 
expostos à guerra.
As rimas que já não rimam mais, se 
misturam ao crepúsculo dos perdidos.
Rimas que não rimam a nada mais, são 
silenciadas nas trevas dos que estão 
ignorantes.
Das coisas que não rimam mais sobram
poeiras, marcas de  pés  ou mãos, sobram 
interrogações...
Nas rimas outrora feitas, estão as digitais 
dos poemas de paz escritos na intimidade 
de cada ser.
O que não rima mais, é o  ódio  entre tantas
raças e esse código infernal do preconceito.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Coisas de criança...

Ah...que bom seria,  se pudesse atravessar 
as nuvens e só com a pontinha do nariz
espiar o céu  para ver como se fabrica 
gente verdadeira. Onde estão?...a lua,
o sol... Ah, que bom seria se no vai e vem 
de um balanço, eu pudesse esquecer as 
discórdias do mundo e rever quem já 
não mora mais aqui, sinto saudades...
Estão soltos na eternidade!
Ficaria no balanço, mais muito tempo... 
Lá, pensaria noutro modo de ver o Pai 
do Céu, quem sabe, jogar-lhe um fio e 
laçá-lo junto ao meu peito,  e dizer : Olá 
Deus, eu te amo! Me ensine a fazer tudo 
outra vez,  mas, desta vez sem enganos...
Então, "Ele"responderia :
_ Pode me trazer junto ao peito, eu sou 
o único jeito de te fazer feliz e de 
consertar teus sonhos quebrados...

sábado, 2 de agosto de 2014

E aí...

Eu , você, ele, ela, aquele, aquela,
os muitos...
Eu , você e os outros , ancorados num 
mesmo "Porto!"
Quem és tu? E quem somos nós? Quem 
sou eu, se é que sou?
E  qual é nosso lugar ?  Quando será  que
é o tempo de Deus, a eternidade ou um segundo? 
Necessitamos de reflexão...Nós é que temos que 
fazer sentido, buscar o fundo.A superfície é 
cheia de respostas plenas , impregnadas de 
certezas  interesseiras...que te laçam...
No questionamento óbvio dos que ignoram a 
astúcia, a  malícia,num monumento sólido de 
vultos,com cadeiras cativas no saber do mundo...
Ai de mim, ai de você e dos outros se não pudermos 
embarcar a tempo nesse "Porto"...Ai daqueles que num
futuro bem próximo não conquistarem seu próprio horto, 
será réu ,será engolido  pela praticidade do conforto.
Ai de nós se não pudermos fazer valer a voz...sem 
identidade , sem moral, sem vitalidade pública,sem
patrimônio para deixar aos seus...sem concórdia nem 
discórdia.Ai de nós, aí daqueles que se embriagam nesse 
instante acomodados no usufruto do poder...tudo será 
contabilizado no descuido , no infortúnio das gerações
momentâneas...o arrepender-se ...