sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Invento...

Não  copio, apenas
broto feito  raiz de
planta, ao som suave
que espanta um vazio...
Não copio, invento uma
forma de expressão , de
interpretação, que jogo 
ao vento frio.
Só broto o renovo,  a
pétala em flor de  um 
caminho...
Não   copio,  apenas
observo e aprendo um
outro sabor!

Exalto

Admiro aos que olham do topo do mundo
sem mazelas, se suportam, lutam, lutam 
sem escudos, sem armas... As artes!
Exalto suas  marcas  de  coragem  que 
conseguem  imprimir  no  tempo. Ousadia!
Tempo  de  heróis ! O laser...células tronco!
Agradeço  o novo,  o lúdico! O confortável  e o
futuro digital, a era cósmica, as transformações 
da vida ...ao que tem fé, o  metamórfico, a luz, a
cibernética,  o cérebro, a experiência, as ciências,
mais ainda, a verdade! Sonho com  a paz!
 Admiro o que é consciente, a semente, a flor e a 
lealdade...  Deus! Te exalto com valor, te sinto...ao 
ver  as estrelas brilhando no firmamento...ao sol
se pôr! Então, vejo crianças sorrindo  sob o teu calor!
Te admiro ! E  vejo! Quão grande é teu poder de 
construir amor!


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Você sabe ?

Você sabe o que é alegria, o que é felicidade?
Creio que não, nem todos têm essa oportunidade,
Olhar para a vida, para um arco-íris, para a chuva
prateada...sentir o cheiro do asfalto, da  terra
molhada...os pingos brilhantes do granizo, a neve
branquinha, espalhada nas mãos de   uma   criança
encantada!
Você não sabe o que é felicidade?
Não, creio que não! Nem todos têm essa oportunidade
sonhada...
Dormir e acordar ao som de um rouxinol, ao barulho
dos ventos trazendo perfumes! E a sinfonia das águas,
nas cachoeiras, o  rio ...
Olhar para as pessoas e saber que nelas também corre
sangue nas veias.
Amar pelo simples amor e não distinção!
Alegrias e felicidades vêm e vão...
Só quem é grato ao Criador, só quem sofre do grande mal
do amor, é que se  sente  doente  de  paixão  pela  vida,pela
alegria dos outros, pela paz!
Você não sabe o que é alegria de ouvir, sorrir e enxergar, de
ouvir  e sentir seu coração bater no ritmo do tempo sem ter
hora  para  parar, por ser eterno, por ser eterna a felicidade
de quem sabe amar...
Não, você não teve essa oportunidade ainda? Sinta mais à sua
volta, quem sabe  a terá!

domingo, 26 de janeiro de 2014

É menor...

Hoje é  "de menor",
amanhã será maior...
Ontem foi criança ,
Agora, sem esperança!
Corre a miragem, o
"moleque de rua"...
descalço, chinelo na
mão!
Pula,  invade, assalta,
dando a desculpa do pão!
Corre, machuca, mata...
Transborda venenos... e
queima as matas!
Transforma coisas de
meninos, em penas e ciladas!
Ingratidão aos pais que choram
calados, lembrando nos braços
seu bebezinho, se obrigam a
olhar nos olhos, daquele que
não é  mais   seu  menininho,
é só uma fotografia... e o que
ficou de pior no murmurinho,
Corre , que ele é "de menor"!

Pássaro...

Asas  impermeáveis  e  olhos  vibrantes,
Assume seu voo livre, confiante...
Vai a céu aberto, com instinto radiante de
quem esquece o desejo pleno de voar, então
pousa num galho qualquer do caminho, num
pouso lento...é pássaro errante, sem ninho e
sem lugar.
No colorido das penas, abre seu bico, suas asas,
para seguir nova jornada. E assim, num sobe
e desce constante, se deixa cair humildemente
pelo cansaço, vai ao topo num adormecer de
evolução, carregado por Deus! Nesse momento,
deixa-nos  uma  lição...  traça todo o brilho do
desprendimento entre as estrelas do firmamento!
Ao céu vai a águia, o condor, os anjos e também
os homens...e com eles, seus pensamentos!
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Prisioneiros

Por detrás de uma grade, um torpor,
um olhar parado, culpas!
Um arrepender-se, ira mortal...
Por detrás de uma grade, animosidades!
Só a  solidão e a tristeza invadem...
Mesmo  com outros, ou caminhando só
em meio ao pátio, na multidão...
O silêncio da noite é vazado e gotejado
em lágrimas! Condenados com razão, ou não...
Lágrimas de angústias infindas, toda uma
vida guardada em fronte, sem perdão...
Ali onde poderia  ter um irmão, há simples
parceiros, onde  poderia ser casa, um
verdadeiro lar, um abrigo... só há dor,
desamor e lembranças de quando eram puros,
tinham amigos!
Destino cruel, que trapaceia na  ilusão do
ganho falso, e na   vingança  são
prisioneiros na insalubridade...
A fome, é de liberdade!
A luta, é passividade...são réus.
No céu  há o Juiz Supremo!
Crueldade, por crueldades, e o alento de
um cozinheiro fiel por trás das grades!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Descaminhos...

Ir e vir em desalinho, passos assonados,
sem destino.
Bêbados, pela água  contaminada dos descasos,
infelicitando com agravo, todos os  polos  de um
um mar em pranto, que chora a dor de ser salgado
demais para ser santo, embora, de propósito ou
distração, faça a cerimônia da purificação.
Ir e vir, como suas ondas, são os meus pés,que
vem e vão, aclarados pela lua, absorta pelo céu
cinzento.
Em volta , tudo é vazio, tudo é silêncio.
É noite, a ninguém  importa se está chovendo,
ou se a lua adormeceu.
Tudo é um vão momento, imagens que se cruzam
transcendendo, o cheiro do amor de Deus, no mar,
o alimento vivo...
Águas  que se misturam ao sal,  a areia fina...
Um êxtase, um silêncio,  às vezes lúdico.
Qual não será a dor maior e o tormento, dos que
não sabem apreciar tanta luz no firmamento...
E para nós, que estamos aprendendo, não há
caminhos certos, mas desertos, precisam ser
explorados, são apenas experimentos...apenas
experimentos!


Falta algo...


Ei você, que habita outro chão!
Reconheço te irmão, reconheço-te
ilustre pessoa, como alguém que
nunca vi, mas sei que a outro extremo
povoa...
Ei você, estás aí?
Nós, estamos bem aqui, sempre sentindo
falta de algum lugar, de alguém...como
se um pedacinho necessitasse de cá ou
de lá, o meu ou o seu lugar, deve ser lindo
Aqui estamos nós, a olhar um atlas...um
oceano... uma  história  recordando, ou até
querendo esquecer...
O seu desejo distante, é o de muitos é o
meu, contudo, existe o destino inclinado
a dizer baixinho : " Segue o teu caminho"!

O mal

O  mal do século, é mais a vontade do que as
drogas...a ganância!
É a insegurança, mais que o cigarro, é o ódio,
não a guerra.
O mal do século, é o extremo, a cumplicidade
do veneno, a língua ,a  fofoca!
O mal do século já veio de outros séculos, não
muda, é o egoísmo, a fome , o orgulho.
O mal do século, não é o câncer, mas a moral
doente, a hipocrisia preconceituosa da cor, da
raça , das ignorâncias...
O mal do século, é o reinventar dos costumes
bárbaros, o desamor!
É trazer no peito, a arma do rancor, a vingança...
O mal do século não é a bebida, mas  a vida
corrompida, o vício.
O mal maior, é a inveja e o destemor.

Uma onça...

Astuta, veloz e imensa,
De olhar nos olhos, como
alguém que pensa...
Nem um só deslize, suas garras
a seguram.
Pernas fortes, couro leve...
Até parecem que foram pintadas!
É claro, só figuração...somos
muito medíocres para pintá-las a  mão .
Lá vai ela  num olhar distante, em
silêncio, percorrendo o chão...espaços
e horizontes!
Lá vai ela, manchas escuras ou claras,
verdadeira miragem,  até para as estrelas!
Lá vai ela ,com seu som, gemido e dor, lá
vai, satisfazer o prazer vergonhoso...
Mais uma de sua espécie  rara, tão cara,
não fosse o faro do seu caçador!

Semente

O que leva uma vida inteira,
Desdobra-se natureza plena,
Desfolha-se, brota, germina...
Vitalidade, sabores, disciplinas.
Cada uma em seu tempo, esplêndido,
único!
Cada semente um segredo, que
obediente segue seu curso  rumo ao
sol...no meio do esterco que o fortalece,
junto aos abutres que vem ao redor.
Pela podridão que a germina, o renovo.
Como uma festa sem fim, quase eterna...
Não importando a estação, o cheiro, as
flores , o capim...sempre à espera!
Não se copia,  se reproduz!
Naturalmente viva,
Naturalmente forte,
Naturalmente velha...
Naturalmente lindas!
Naturalmente mortas, ou
simplesmente destruídas nas
queimadas, pelos homens que
ainda são feras...

sábado, 18 de janeiro de 2014

Busque...

Busque em ti mesmo, seu reflexo!
Olhando no espelho das águas,
Até as aves se bandeiam amedrontadas!
No fundo de um lago, que olhas, o lodo
se acomoda em perfeita calmaria...
O  lodo  é a vaidade humana, criando
formas...
Busque em si, não nos outros, busque
tuas próprias normas,  mas, obedece as
regras de fogo, pois,  sois  imagem e
semelhança Divina...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Meninos

Meninos que sobem e descem, que reinam,
que crescem, aqui nesse lugar...
Meninos que  pulam no regaço,espalham
mormaço no solo quente, nos pés!
Meninos que empinam  pipas, bem alto,no
morro, na praia, no asfalto, descalços!
Meninos, bicicletas, skate, futebol e games,
inocência...
Meninos  que  sem  qualquer  demência ,
alucinam ao ver  bolinhas -de-gude ou
sabão, feito pratas caindo no chão...
Meninos de folguedos e rodas, bonecas ou
prosas, são todos meninos, de antemão.
Retrocesso  é a violência na infância,é
fruto da ignorância e falta de educação!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Falando sério

Enganos, mentirinhas, mentiras grandes, falar mal,
julgamentos, críticas sem fundamentos...
Entender errado, ouvir errado ou apenas o que convém.
Dizer não ao preconceito, sendo preconceituoso. Usar de
sinceridade para ser falso, pedir honestidade com má fé.
Tentar justificar o que não tem justificativa...falta de fé
ou de coragem! Fé em exagero, transpondo fanatismos
fundados na fraqueza dos outros, por domínio. A sede de
justiça, atropelada pela vaidade...os excessos manifestos
de qualquer alma em desalinho. Mas, se desejamos uma
real e perfeita mudança, precisamos inicia-la pela" Ética",
somos hipócritas quando aceitamos a tudo, sorrindo...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Um corpo...

Desliza  meigo  e  tímido,
no assoalho encerado da
vida, um som, um olhar, um
trejeito espalhado no ar,
Um contar ,1,2,3...uma
leveza sem fim...um corpo!
Um giro, outro giro, e assim,
um salto, um rodopio...
Desliza-se sem cair!`
É a majestosa dança da
bailarina a vagar!
Vai exibindo seus passos, de
frente, de lado, até o chão,
sobre os pés, sustentada vai...
Vai a bailarina, pela  música
saltando, sorrindo e  às  vezes
chorando, em busca da perfeição!


Por nós...

Aos que nunca verão o sol ou o céu, surjam as..
fantasias!
Aos que já fecharam os olhos, ou simplesmente
encegueceram, as visões dos céus! O arco-íris!
Os sonhos!
Para os que não compreendem o amor, um toque
de suavidade e ternura...
Aos que não creram ou jamais crerão, um despertar 
de fé!
Aos que não verão o sol que aquece, os prisioneiros,
o sentirão, nas fantásticas ilusões em si mesmos...
Os cegos, que verão verdades coloridas nos céus
dos seus sonhos, estarão atentos, assim como os
que não creram,  e os que não viram as  verdades
puras, embranquecidas pela luz da Lua. Verão de
qualquer jeito! Na visão turva ou molhada pelo
choro da vida, demonstrada no confronto inexplicável
que é a guerra...Mas, também verão a compreensão,
apesar da dor, no alento de compaixão provocado
pela paz...

Lamas

Como um charco, são os nossos  tempos.
Traiçoeiros laços que revelam histórias 
insanas. Adormecidas no esquecimento e
deixadas com suas marcas, levadas como
areias aos ventos ou lavadas pelo mar...
Charco inesperado, aflitivo, surpreendendo
o  mundo...Assim são os nossos novos tempos.
Angústias inflamadas e egocêntricas, o padrão!
A ostentação e as guerras, são nossas novas e
velhas épocas de trevas espalhadas pela Terra.
Assinadas num poema, ou misturadas às lágrimas
humanas.
Assim é o charco, assim é a lama ...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Olhe!

Fixa teu olhar no meu...
Veja  por qual brilho de estrela  se perdeu...
Por quem sussurra teu silêncio sôfrego?
De quê adianta a espera de um flagrante louco,
o ciúmes?
Se desejas esquecer a multidão,  os pesadelos,
os réus, os tímidos, os traídos, os degenerados,
os queixumes...
Para quê, o dia ou a noite, se te perdes à tarde
num suor frio de medo e aflição, acreditando
que a vida vazia te dará visão?...Só te dará mais
solidão e mais tardes sombrias!
A multidão dos sonhos e as lágrimas, num
flagrante louco, silencioso,  ficarão sufocadas no
teu olhar, guardadas nas tuas memórias, por um
brilho de estrela  que já não sou eu...

Havemos

Há que se refazer o dia, há que se restaurar a luz!
O tempo, nasce do Sol em  movimento...
Há que se abrir os olhos,  que se  entender as horas
os anos...
Havemos de refletir  os erros, restaurando a sabedoria
no movimento íngreme da retidão, no conhecimento!
Há que se tornar razão, todos os índices de verdades
adquiridas no evento Vida!
Havemos de encontrar saídas, encontrar a paz tão
merecida...
Há que  se plantar  perdão...havemos de  colher
amor!