domingo, 30 de agosto de 2009

Simples querer...

Bem que se quis fazer da vida um dueto
fazer do dueto um grito sonoro...
E daí, prosseguir esperando  ser
ouvido!
Bem que se movimentou, tentando ser
um aprendiz gigante...
E num alongar-se sem fim, tentando ver
além do horizonte, quase beijou o céu!
Bem que tentou alcançar as nuvens!
De tantas tentativas erradas, bem que se
acostumou a levar pedradas vida a fora.
Se restringiu,  tentando se
proteger...
Bem  que tentou se proteger da dor, 
e na solidão que embriaga a qualquer ser,
buscou no fim do túnel, a cura, a paz...  
E viajou pelo infinito, buscando a voz
de  Deus!
Bem que queria ouvir, mas estava surdo,
e também, já estava mudo... Somente as
lágrimas exprimiram seus pensamentos.
Preferiu então se reservar, sendo  simples
criatura...
Criatura que se abstrai no silêncio do mundo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

vazio

Vejo em teus olhos, que já não buscas mais as emoções comuns, que já não habitas nos brilhos das estrelas...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Educar

Educar talvez seja a tarefa mais difícil de ser realizada, pois, quanto mais os homens buscam modelos novos de educação, mais se distanciam do real objetivo,
que é trabalhar a matéria bruta, moldá-la de forma que se adapte ao
momento atual, ou seja, fazer com que o educando acompanhe o contexto
central, sem tirar dele, o aspecto próprio, suas características, seus valores morais que provavelmente já estão intrínsicos,  já fazem parte dele.
Educar é uma arte milenar, é um processo repetitivo pelo qual, cada um responderá de acordo com sua índole, com a cultura exemplificada em família.
Educar é respeitar cada indivíduo  com sua própria bagagem. Para isso, é necessário que aquele que educa, tenha profundo conhecimento das culturas já observadas, levando em conta, o universo de possibilidades que surgem, à medida em que o próprio educando demarca seus limites  naturalmente
O ser que se habilita a aprender é dotado de condições para armazenar
ideias, inspirado no que vê e sente ao redor. Ele, enquanto educando, deseja
que esse aprendizado seja livre, que dê satisfação e atenda suas expectativas
mais íntimas, pois, passa a admirar tudo o que pode ser visto além da corti-
na e apressa sua curiosidade. Contudo, educar depende daquele que se coloca
humildemente em postura de confiança, a ponto do educando não querer
medir forças e sim, ter acesso ao intelecto tão almejado. O aprendizado será
uma sistemática e metódica fórmula, aquecendo vontades recíprocas de ver
o mundo. Educar é sublime intenção de manifestar o poder do saber. À cada passo conquistado, temos a certeza de que se concretiza um futuro sólido
e não uma utopia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ensaios da primavera

É quase primavera e o sol ainda não mostrou seu vigor, mas os pequenos brotinhos despontam liberando cores e preparando os botões das rosas. No céu, as nuvens passeiam para ajudar o tempo, sublime investimento de Deus por
amor aos homens. É primavera chegando, deixando no ar a sensação de
resplendor, atravessando as horas.Enquanto isso, a garoa brilha entre a relva,
tentando dizer que o inverno se despede sorrindo e agradecido por ter mais
um ano vivido.As cores da natureza, se mostram radiantes para reverenciar o Criador! E quanto a nós? Basta esperar, olhando pela vidraça! A chuva! Só a
chuva renovando a paisagem e  dando esperança de dias melhores, feito bálsamo de amores!É primavera chegando! Olhem as flores!!!



Coragem

A covardia é um custo muito alto para nossa vida,  se queremos ter uma
completa visão de existência,  precisamos da coragem à frente de todos os
nossos passos. Coragem é sempre sinal de humildade perante o Criador, pois,
somos criados para seguir suas determinações, mesmo que elas nos deixem
profundo tremor, nos passe medo ou inquietações, estamos prontos, temos
em nós os recursos para aprisionar esses medos. A coragem, é uma questão de
confiança e equilíbrio. O que nos leva a ter a coragem, é justamente a forma
íntima com que se sente a vida, por exemplo: Se nunca pedalamos uma bi-
cicleta,  não conhecemos as sensações de liberdade que ela proporciona. Na vida temos que experimentar as sensações, dia após dia, e aí sim, a coragem
nos chega, então percebemos que não eram covardias os nossos temores e
sim, falta de conhecimento. Somos dotados da coragem, bem mais do que se
possa imaginar. É o impulso que nos faz alcançar o que queremos, basta
que sigamos a voz interior, coragem !

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vida

Vida louca, vida plena, arrasta suas asas pelo ar, trazendo consigo um brilho
suave de quem deseja amar...
Vida, louca vida! Locomotiva do espaço, sem ter tempo para chegar!
Louca vida desmedida, corrompida a chorar.
Cobra cega sem guarida, sem idade nem lugar.
Vida das vidas,  vividas à esmo!  Sem sorte, sem lar
Doce pé -de -vento, que faz  árvore assobiar...
Na árvore cheia de vidas, de passarinhos a cantar!
Destino de todos os homens, vida louca, vida plena.
Arrasta em suas asas divinas, os ais e as duras penas!
Vida, morte, evolução, apenas um corte ou vibração...
Quem não quer vida vivida ,só de paz e de emoção!?
Vida! Que louca vida! Sem mistérios ou  verdades, fica
a vida esquecida...
Viagem! Paragem louca e sem estação!  Locomotiva!
Fotografias...luz e som, cor e sol, um coração !
Vida! Vida louca, passando pelo céu da tua boca!

sábado, 15 de agosto de 2009

Sem história ?

Sem história, nunca saberemos nossas origens, e termos origem é importante pra nós. Foi dessa forma que soubemos onde nascemos, e à qual cultura pertencemos. Sim, pois também é importante pertencer à uma cultura, e isso, a juventude absorve  de certa maneira, até nas danças.  As amizades são tribais, principalmente nos dias de hoje. Nessa forma coletiva, se reconhecem e se impõem respeito a fim de estabelecer um código de lei do mais forte, o que parece meio animal, meio retrógrado. Sim, porque nos dias de hoje somos ativos, estamos na era da tecnologia, assuntos tribais, quase não fazem sentido, ou ao menos não parecem fazê-lo. O que se sabe, é que essas tribos, na verdade,  são aquilo que restou de um mundo machista e preconceituoso, cujas regras, estão vinculadas à
violência e à falta de educação, à malquerença. Quando digo falta de educação, não é somente a dos bons modos, é também a da instrução. Há uma ideia de raças e de castas baseadas em histórias, das quais não se tem muita noção, pontos obscuros que não se tem
pronta certeza, mesmo porque, há tendências ideológicas que registraram a história. O fato é que estamos nos colocando sempre nas mãos dos que manipulam, sem intenção de matar, mas, com objetivos hábeis o suficiente, para enganar, para corromper e
para alienar, ou até, escravizar para sempre, mesmo que ,"o para sempre "seja só...
¨Eterno enquanto dure¨! Isso, porque temos capacidade de mudanças, tais, que nem conhecemos. Somos filhos de uma geração doente e acostumada a
não permissão para pensar,  só trabalhar e aceitar as conveniências dos
que fazem as leis. Por causa dessas situações,  a juventude se inebria com a vontade de mudar o mundo, criando suas próprias leis . Com rebeldia aparente, no agito, ironizam os mais velhos e
se fortalecem no ódio, nas diferenças constantes, mais como grito de socorro,  que propriamente de guerra. Há sim, uma guerra, sob o aspecto
psicológico, e há certos traumas, irreparáveis, até para o futuro, este  dependerá
do modo pelo qual a própria sociedade atual faça sua revisão, levando-se  em
conta os monopólios extravagantes da Mídia e tomando consciência de que
agora é o tempo certo, hoje! Temos em nosso favor um mundo sendo globalizado, dando-nos ideias mais favoráveis...
dando-nos ideias, que  se não estão prontas, são mais claras à  nossa temática, facilitada pela configuração digital.
Se ontem erramos ou falimos nos moldes e nos percursos, é que
estávamos adormecidos no próprio temor.
As ideias de superações não combinavam  com projetos alienantes,
do existir apenas obedecendo...
Já não estamos mais presos às informações básicas do "ser ou não
ser", alguns cordões umbilicais foram cortados, hora somos todos,
herdeiros da Filosofia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bom Dia!

Dia vazio... é um daqueles dias dos quais você se perde, já logo cedo, não acha o chinelo, vai sair da cama, volta e senta na beiradinha, se enganando, é claro. Acreditando que é feriado, ou coisa parecida. Depois, dá uma olhadela em volta, passa as mãos nos cabelos, esfrega-os, tampa o rosto, boceja...Um leve toque nos travesseiros, como quem vai arrumar, e uma vontade louca de voltar para eles. É bem um daqueles dias, que até tua boca faz barulhos demais, e claro, como sempre, você se olha no espelho, se acha horrível, e tem até vontade de gritar. Os dias com esse jeito, só tendem a piorar, principalmente, se as contas lá no banco, não esperam seu dia perdido passar. Então, você se irrita porque tem que correr, olha no relógio, tá atrasado, mas, vai assim mesmo. Toma o banho como se fosse morrer. Epa! Se esqueceu de dizer bom dia para alguém, sei lá,  você tem alguém para dizer bom dia? Então, corre muito até o ponto, para pegar a condução. Que condução? A tua, já passou há uns vinte minutos, não adianta chorar! É, ela já foi!  Aí, você não sabe o que faz!  Olha para a rua como se ela pudesse te levar, simplesmente, sem mostrar teu atraso! É evidente, que esse não é um bom dia, esse, você conhece, já está acostumado, já sabe, ou sente que começou errado. Noite mal dormida! O som da casa da esquina, o cachorro do vizinho...tudo de encomenda, parece até, que quando esse dia chega você tem um reprise imediato...pensa : -É hoje! Obviamente não se esqueceu de nenhum detalhe, dia perdido é assim, perdido! O banco então, cheio como sempre! Você perde tempo e energias, ainda sem pensar que não tomou  o seu café, tava atrasado demais para isso. Foi tentar aproveitar sua hora de almoço, para pagar as contas, sem chance! Os caixas estão com defeito!Você olha para os lados, como que pedindo ajuda, um socorro,mas, qual nada! O SAMU, não atende decepções. Aí, você fica com cara de paisagem, volta para o trabalho, e tem que dizer para o chefe, porque demorou, e ainda, quando vê,  tua mesa está atolada de papéis ...Só aí, você entende que teu chinelo sumiu de manhã, para tentar te avisar, dizendo: Nem vem, volta para a sua cama, tá quentinha!Esquece! Foi só um pesadelo!Pelo menos, seria isso, se os chinelos pudessem falar, mas bem que tentou!Até o relógio te falou!Pô, cara, como você é teimoso!Perdeu!Levanta mais cedo! Tentaram  te deixar um recado de caixa postal no seu telefone... Enquanto tudo isso acontecia, tua garota se mandou com teu melhor amigo, era o aniversário dela, e por que, você não estava em casa, para atender o telefone!? Tudo bem! Era só um desses dias...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Asas são para voar ?

Nas grandes asas da paz, segue o pássaro rumo à liberdade. Leva consigo, como bagagem, algumas imagens restritas, guardadas como um segredo. Seus voos, vão longe, e nessa viagem, supostamente, observa os outros pássaros que ali estão voando, apesar das nuvens carregadas. Nuvens de acúmulos, reservas astronômicas da natureza, que se mostram fortes, poderosas como nosso próprio criador.  Nessas asas da paz, um pássaro manifesta desejos de voar mais alto, mesmo que os outros indiquem rumo contrário, por medo da tempestade que se anuncia. Ele, teima em continuar. Sabe que as paisagens guardadas na memória,  o levarão ao seu objetivo. Seus olhos,  estão fixos, concentrado nas coisas que se revelam à sua frente, sabe que se tremer ou titubear, suas asas se quebrarão com o vento. É preciso continuar voando! Mas os outros pássaros, de longe, olham aterrorizados sem distinguir se aquilo é coragem ou loucura. Se colocam de plantão, à espera da queda. Mas,  o inusitado, é que o pássaro solitário conhece os caminhos, se habilitou a alçar voos, por isso, não sente medo! Vai suavemente movimentando as asas e aproveitando para conquistar novas memórias...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O rio...


Nas Correntezas de um rio,
seguem adiante, no seu balanço,
as asperezas do caminho...Vão
todas as histórias de um povo.
Tudo o que corresponde à vida,
tudo o que há de mais edificante 
e de progresso, são lançados nas
águas turvas, que vão sendo es-
palhadas, sem o direito de frear...
Quando em suposta injustiça,
ele recebe abominações, desgastes,
recebe ainda, entulhos  de todas as
formas de qualquer lugar.
Um rio caudaloso então, se
manifesta  escurecido e também
com odores, gemidos... mesmo assim, 
continua sua jornada em luzes,
atordoando pelo ar suas canções
nas pedras, dizendo em poucos
sons que quer respirar...
Seus peixes, quando conseguem,
aparecem de algum canto,
Que com tal espanto, brilham ao
luar!
Com muita garra e festa anunciam
que ainda resta muita vida para
dar.
Só que a Natureza, tão bela, tão rica e
extravagante se esqueceu de dizer ao
ser galante, que nessas condições
delirantes, é proibido nadar... 
A menos, que alguém corra  mais
rápido que o rio, e possa a ele salvar!


domingo, 9 de agosto de 2009

Alimentos suaves...

Quando pensamos em alimentos, vem logo à mente, comida, porém, daquilo que nos alimentamos de fato, vamos falar com profunda ideia de transformação, sobre as coisas que alimentam nossa vida, nosso cérebro, nossas fantasias.
Queremos sempre absorver o que a vida tem de melhor, mas na maioria das vezes, nem sabemos  o que é o melhor. Acreditamos que estamos na rota certa, cheios de querer, cheios de se achar, até nos damos ao luxo de fazer escolhas. Precisamos desse espaço para escolher, e nesse rumo saímos e nos atiramos no primeiro engano que vier, tudo por conta do livre- arbítrio .
Nosso aprendizado abre alas para o desconhecido, de maneira, que nos assustam ideias novas. Mesmo assim, nos colocamos nas mãos do destino ou nas mãos do determinismo, como queiram. Apesar de não sermos tão abertos àquilo que nos convém chamar de desconhecido, tentamos nos aproximar ao máximo da verdade  e isso, temos de convir, que as verdades são perfeitas em suas bases, não adianta usar meias verdades,  ou são, ou não são. O pior, é que estabelecemos as verdades de modo particular, ou seja,  não importam as outras verdades, desde que tenhamos as nossas. Sabendo disso, só alimentamos os nossos cérebros com as coisas que interessem e que nos possam dar alguma autoestima, que nos faça sentir maiores do que os outros, que não tire as atenções de sobre nós mesmos. Ego! Simplesmente o ego. Ele, a nos guiar para as fontes de energias que podem ser saudáveis ou deletérias,  mas energias. Não importa, temos que dar satisfação ao Ego!
Se  entramos nas áreas dos prazeres, onde essas satisfações nos massageiam o ego, mais crescemos à volta,  nos sentimos gigantes, fortes o bastante para subir, subir bem alto e gritar ao mundo para que todos vejam  a nossa condição. Olhem, o tamanho do nosso orgulho! Porém, ao deitarmos à noite sobre os travesseiros, hora em que os cinco minutos de fama já se acabaram, sentimos uma queda, um tombo inexplicável, e um vazio nos cobre a alma. Achamos que cinco minutos de fama são poucos, precisamos nos alimentar de vida, e vida ao nosso modo só se extrai da vida, nem que seja da dos outros, então, na fome que se abre em nossos cérebros, para dar satisfações, buscamos o imediato e famoso aparelho chamado televisão. Ali por alguns instantes nos alimentamos de outros egos sabemos que as satisfações daquela hora já não são nossas e sim dos outros, dos que estão na telinha. Mesmo assim, tentamos absorvê-las. Por algum tempo, damos alimentos para nosso cérebro.Na maioria das vezes, isso dura pouco, então começamos a trocar de canais, feito loucos, buscando não se sabe exatamente o que, mas passamos por todos, até que,  aquilo que mexe com nossa vaidade ou curiosidade,  se põe à frente, feito um efervescente, um alívio, afinal nossos cérebros precisam se alimentar e, Whatsapp! Durante mais alguns instantes ...Nossa, que absurdo, é pouco! Já precisamos de mais, e mais... Até onde necessitamos desses alimentos? Já de imediato, mudamos o canal, e pensamos muito  que: precisamos de algo mais, quem sabe o Face, ali,vendo outros egos...que possam dar algo de bom, mas, sempre igual... e aí, vem um fúnebre sentimento que arrasa o tão forte ego. Sentimentos de culpas, fundadas em pensamentos religiosos, questões morais, nos atos da sociedade, ou daquilo que é proibido, imoral ou vazios.E ficamos extasiados não mais de prazer, mas de fome, de vontade de transformação. Precisamos continuar a alimentar esse "Ego", dar satisfações de condutas, dizer para si mesmos que estamos lúcidos. Até sabemos o que não é bom para nós, mesmo assim, desvinculamos os Eus , para não sentirmos culpas em exagero, e vamos à procura de um bom livro, que possa descongestionar nossas consciências.  Alimentar o ego muitas vezes nos leva à caminhos tempestuosos, de falsa liberdade. Por alguns minutos de prazer, que seja bem entendido não só dito à respeito do corpo, mas, o prazer da raiva. Mesmo que passageira, o prazer da inveja e da vingança, em querer ter e de se achar melhor, ou até de se vingar por um minuto que seja. O sentimento da vingança é, com certeza, o pior dos alimentos proporcionados ao cérebro, pois, se estabelece aí, uma fome insaciável e sem controle, vamos com a mais absoluta verdade morrermos de congestão!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Erros de identidades

Temos uma maneira de agir perante o mundo, que fica difícil encontrar respostas para nossos descaminhos... Uma coisa é certa, somos indivíduos que passeiam pela terra à procura de si mesmos, numa revolução, de princípios adquiridos em fontes do nosso pretérito. Somos sempre a soma do que é mutante, e do que é constante em aprendizado. Estamos o tempo todo buscando nossa identidade.Cremos que a nossa em particular, seja a mais perfeita das identidades, nos opomos a qualquer indício de divergência sobre tal, mesmo porque, não nos é agradável sermos submissos às ideias alheias,  pelo fato de que precisamos provar que somos heróis e que nossas esperanças são maiores que as dos outros. Queremos justificar sofrimentos, crendo que as nossas dores sejam mais doídas, que as dos outros. Talvez possamos chamar isto de egoísmo, pois, segundo palavras Cristãs , "À cada um, segundo suas obras...¨ É evidente que herdamos no subconsciente o compromisso de executar tais e tais obras, mesmo que elas de nada adiantem para a humanidade. Até porquê, não temos ideias claras a respeito, a não ser, por aquilo que o próprio tempo se encarregou de nos deixar como bases históricas. Apesar disto, somos impulsionados a pensar nos caminhos aos quais estamos trilhando no presente. Nas etapas em que o homem, bruta argila, saído das mãos do Criador, conseguiu avançar, a tal ponto, que é capaz de cocriar seus iguais na genética, pressupondo  que já pode ser chamado de pequeno Deus. O próprio homem, que ainda destrói os seres da terra com as guerras, com o egoísmo. Matando e deixando órfãos o futuro. O mesmo ser hipócrita, absorve o espaço, e a um mesmo instante, se deixa morrer de gripe...E na insensatez , entre cúmulos e absurdos, premia o Nobel da paz! Sem falar ainda, da água do planeta, que é envenenada pela falta de educação e higiene. Puro fruto da ignorância e do despotismo que move orgulhos no poder. Esse poder lastimável, que é indiferente aos princípios elementares da sobrevivência humana e social. Que papel então, é o nosso, como herdeiros desta época de hipocrisias, cujos valores não são os de família, nem de amor ao próximo, e que as maiores preocupações são para a mídia, para a estética e para as fantasias implantadas no íntimo de cada um. Dessas fantasias que somente uma pequena parcela obterá êxito nesse mundo materialista?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Amor

Amor....suave expressão! Claro farol a iluminar mentes humanas.
Suave como flor singela a desabrochar em sorrisos...
Sorrisos que trazem ataduras para o perdão.
No amor  as criaturas se encontram, se encantam,
Doce mistério dos viventes....
Ah! quantas loucuras por causa do amor!
Loucuras regadas de sofrimentos e de dores sem fim!
É no amor que todos os seres se inspiram...
É na inspiração do amor, que na simples intenção do olhar,
o amor absorve o intelecto,  sacudindo -nos os pensamentos!
E o amor se responsabiliza por nossas paixões mais desmedidas.
Paixões, que sem elas,  onde o encanto?
Nesse verbo eterno de amar, explodem os astros do firmamento!
Lúcido retrato do existir.
Existindo, simplesmente pó, numa química que transcende e brilha!
Brilha o brilho dos olhos infantis, brilha o sereno das noites claras...
Amor, doce mistério dos viventes, daqueles que se submetem!
O amor é regenerador de consciências abaladas pela frieza insana.
No amor se estabelece uma democracia de ideal mais belo e verdadeiro.
Ideal que se resume em refletir a fraternidade entre os povos, refletir a
tolerância religiosa, refletir a paz, refletir a transparência de cada um,
e na transparência, o progresso, a evolução!
Na evolução...assina junto o Criador!