terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ano novo...

Como se pudéssemos modificar as coisas passadas, coroadas por esperança de dias melhores...
Vamos sendo consumidos pela imensa vontade de parar o tempo, rever ou apagar lembranças tristes.
Como se o precioso tempo nos desse a sensação do aprendiz, que pela primeira vez  quer ser bem
sucedido e dependente da força estranha e interior, que remove ou comove cada fibra da alma a favor das horas...O ano novo é o senhor do tempo, pois é vida que se repete e se refaz com mais vida...Ano que vai e ano que vem com a certeza de que será melhor do que antes, quando não se tinha certeza de nada...O futuro é singelo quadro  à espera de nós mesmos...Agora sim, em contagem regressiva!  O que ficou para trás,  é um aqui jaz! Enterrado está, como velho e antigo escaravelho, dando sorte ou azar, dependendo de cada um...Feliz ano Novo  para todos nós, acompanhados ou a sós!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

É natal,ho,ho,ho!!!

Natal...dos homens ricos, dos poderosos, dos que tem muita grana!
Natal...dos homens sérios, religiosos, do Papa! De quem se ama!
Natal, até cabe um para os pobres, que pra não perder o jeito, fazem
dívidas e assim se enganam...
Natal desses flagelados, que nada sabem do bom velhinho, a não ser,
que ele tem saco, com o perdão da palavra, mas  muitos carregam o seu...
Natal da boa amizade, que na raridade vai se firmando...E aí, é o
natal! Estamos amando! Ao menos no natal...
E tem o natal dos doentes, quase sem vida, a se aventurar fazem um
milagre. Colocam-se de pé,  só pra agradar!
Ah, tem o natal dos solteiros! Buscando alguém  para disfarçar...
afinal tem ano novo, para brindar!
Sem falar do natal dos ausentes, que com presentes tentam falar!
Tem também o natal dos santos,  rezam o ano inteiro  só para ver
a vida passar... É natal! Os encarcerados querem indultos... também
são gente! Deus nos guarde ! De repente...
É natal para todos nós! E aos que se foram?...É saudade! ...
Papai Noel existe!
Vai, abre um sorriso! Quem sabe ele te dá um presente?!...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A paz...

A paz transforma a nossa vida, cicatriza feridas, muda a paisagem mental...
Quem quer a paz  não se intimida, não desiste, fica firme, pois a paz, é o que
se tem de primordial.
Se os homens cedessem mais, se esquecessem mais, apagassem o ódio e
se buscassem forças nas forças do amor...Ah, tudo seria tão diferente!
A paz, é no mínimo  exigente, quer tratados cordiais, não palavras ao vento.
As palavras precisam ter poder de persuadir, de restringir, dissolver...
Desfazer o exagero, acionar a implosão do orgulho, calar o que é obsceno!
Na paz se repeli a ignorância, e a morte se torna lembrança...
Quem quer a paz não se intimida, nem se envergonha ao consentir o silêncio,
aparentemente covarde. Para se manter vivo aqui na terra,
quem quer a paz, rejeita-se à guerra !

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Intenção  é argumento...impressão sugere engano,
O que realmente determina a verdade, é o caráter!

sábado, 31 de outubro de 2009

Esponja

Absorva-me, sugue tudo que há!
Obtenha da vida ou da morte, 
todos os ais...
Reconheça-me forte adversária, 
pinel ou lúcida sorte.
Deixe também que eu te envolva,
te comova, te transporte!
Sou ao mesmo tempo, teu ser,
acomodado no ventre, e tuas
vísceras ativas, sem cortes.
Sou teu eu para sempre,
ou nunca mais...
Absorva-me agora, hoje !
Respira-me entranhas à dentro,
na loucura de um só momento.
Vá ao inferno ou a Deus!
Deixe  que eu te ilumine, feito anjo,
ou jubileu guardando memórias,
comemorando o perdão!
Construirei teu altar consciência,
com decência ou filosofia...
Serei e sou à contento, reflexos
de pensamentos, de uma vida tão
vazia...
Absorva-me,  eu sou a Poesia !

O vazio...

O que é o vazio, senão o medo?
O que se busca na vida?
Qual o caminho? Qual o segredo?
O vazio é o que não se viu ainda!
Tudo o que é desconhecido, está
ao léu!
O que não vemos na terra,
Onde estará? No céu?
O vazio é algo que aterroriza,
Mas, de vez em quando ameniza...
Esvazia-se o medo, por um tempo.
Não querer saber ou conhecer,
parece ser melhor do que enfrentar.
É sempre melhor, do que descobrir
o que já se sabia, mas, se já se sabia...
Por que o vazio?
Por que  esse embate sombrio?
Talvez,  no medo desses abismos,
nos enganamos, vamos perceber
ao morremos,  que no fundo, o
nada, é vago...Era só ignorância!
Que tudo está cheio do amor Divino...

Hoje

Hoje,  mais do que nunca, esperança!
Hoje, mais do que tudo,  o agora!
Hoje, antes do tempo, aprenda e espera...
Hoje,  enquanto é dia, aguarda com
paciência e alegria!
Supera o tempo, assim como o vento
desfaz a fumaça no ar,
Assim como a chuva refaz o campo,
refrescando as flores...
Supera os limites das horas, o teu
impossível!
Hoje, enquanto hás, faça!
Mas, aguarda a semente da paz.
Agora! Enquanto podes, seja!
Mas, espere sempre...se surpreenda!
Talvez esteja nesse instante  
acontecendo o teu milagre de vida!

Bolhas de sabão

Vejo duas mãos infantis tentando tocar o céu...
Olho mais perto e percebo  luz no espelho das
águas...
Águas que passam entre flores, multicores!
Vejo então, dois olhinhos redondos e castanhos,
a contemplar o espaço, feito duas estrelinhas
que brincam e vagam...
De longe vagam em reflexos dourados, que
parecem passarinhos, em plumas de alegrias
tentando tocar o céu...
Sorrindo, olhando para  o alto, duas mãos, dois
olhinhos castanhos, debaixo de um céu de anil.
Brincando em brilhos, sem mágoas, puros de
coração !
Águas, sol, brilhos de estrelas, meiguice da
infância nas ruas...
Lágrimas ardidas, mas puras...vindo das bolhas
de sabão!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pare,olhe ,pense...

Você sabe que não deve atravessar fora da faixa de pedestres, mas atravessa, o pior é que já viu mil absurdos, e faz igual, mesmo criticando, vendo
coisas acontecerem, mas insiste...
Você sabe que se fumar e morrer, a culpa não é do cigarro, é só sua.
Você também sabe, que se não está com grana, é porque gasta demais...
Não adianta reclamar da sorte, você nem acredita nela!
Você já ouviu muitas coisas sobre os perigos de soltar balões, mas quem se importa!
Já parou até pra pensar no seu próximo, mas quem é o mais próximo?...na dúvida, se olha no espelho...
Quer coisa pior do que juntar tralhas no quintal, dizendo o tempo todo que irá usá-las?...É claro
que não usará!
Você sempre diz que vai levantar cedo, mas se esquece. Diz que vai realizar um sonho, mas, o máximo
que consegue, é uma pequena tentativa, com desistência imediata...
É óbvio que você sabe os sinais das placas, sabe ler, mas ignora-as todas, está preocupado com seu
almoço ou jantar...danem-se os outros, você é a prioridade.
Evidentemente você sabe que as ações trazem reações, e muitas vezes permanece
na individualidade, mais fácil é fingir que não está vendo, porém, depois, divide o tema com a vizinha, como se fosse até resolver o assunto...Eita, que dificuldade de ser transparente, é claro que se
for transparente poderá cair no anonimato, e isso não faz parte do show...Pior ainda, é quando seus
amigos te acham incrível, mas você não traz nada de novo ou edificante. Quem é incrível, pratica -
mente, nem existe, incrível, não se crê, logo...Será que isso te faz bem de fato? E você se acha!!!
A teimosia é um defeito, porque só se teima com o que é errado...falso, arbitrário...
Imagine se teimássemos em seguir as regras, seguir as leis, obedecer pai e mãe, teimássemos em fazer o perfeito em tudo...teimássemos em sentir amor de verdade, teimássemos em guardar dinheiro...em aprender...O mundo seria mesmo, diferente!

domingo, 11 de outubro de 2009

Alienados...


Ventríloquos aparentes,
imitadores de Deus,
Artes, mágicas e poesias,
cores, sons ou ateneu.
Músicas, flautas, gentes,
Rimas, brilhos e fantasias.
Exposição de fantoches
vivos...reunidos no palco
do amor!
Por outro lado, se encolhem,
recolhem e ferem a arte!
À parte, lindas verdades!
Indiferentes à cultura...
Desempregados da paz,
ventríloquos imitadores de
sons, boatos, atos!
Componentes das cenas
vazias, indiferentes à cultura
que anima ...vão indo...
Ferem a arte, a música, as
alegrias!
Alienados do bem, que não
correspondem, só mentem,
Sentados diante do orgulho,
observam um palco, dormindo...
servindo a vontade do mundo!
Esquecem a vida, a claridade!
Tristeza e amargura do Ator...
Alienados, plateia fria,
à parte, já sem calor.
Criticam, vacilam e choram,
aplaudindo com lágrimas -de-
crocodilos...oram...
Hipócritas, num palco de horror!




Ateneu= lugar público onde os antigos literatos gregos
liam as suas obras;estabelecimento não oficial de instrução;
academia.

Alienação= falta de consciência dos problemas políticos e
sociais;
Alienar= transferir para outrem,o domínio de;alucinar;v.t.d.  e
i. desviar.(antônimo de conservar,manter).

fantoche= boneco que se faz mover por meio de cordéis;
marionetes.
hipócrita= fingido;falso.
hipocrisia = afetação de virtudes ou sentimentos que não
se tem;falsidade;fingimento.

Ventríloquo = Que,ou pessoa que tem a arte de falar como 
se a voz viesse  do ventre;aquele que sabe falar sem abrir
a boca,mudando a voz como se saísse de outra fonte.

sábado, 10 de outubro de 2009

Por que escrevo?...


Por que escrevo? Para trazer da minha alma o que melhor entendo. Para expor meu universo e os
meus sentimentos. As coisas que escrevo, às vezes, são complexas eu sei, mas quem não é...
Escrevo, pois as memórias são tesouros extras. É sublime ter a escrita como verbo de ação.
Escrever me leva a lugares longínquos, cheios de portas abertas. É um grande prazer escrever.
Mesmo que alguns não leiam, outros talvez lerão, e se não lerem, mesmo assim me satisfaço, pois
essa é a melhor forma de me observar, me criticar, até me ver com outros olhos...
Escrever faz parte da arte, brincar com as palavras, é divertido e bom remédio para as horas vazias, ou tristes. Escrever pode até alcançar pessoas distantes, diferentes, e quem sabe, confortar e iluminar pensamentos. Afinal, não é para isso que lemos bons livros? Escrever deveria ser hábito de todos, é a melhor maneira de expressão, assim, pode haver trocas de conhecimentos, ideias novas.
Por que não? É uma lúcida escolha de interesses que fazem abrir as chaves dos porões mais íntimos.
Por que escrevo? Para trazer da minha alma, o que melhor entendo das outras almas, e para fazer da escrita o meu melhor silêncio...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Por quem chora?


Ei você, que quer e busca algo só seu.
Você, que recebe o tempo todo, recebe
sem doar.
Começando por seus olhos!
O Criador não te nega o enxergar...
Recebe a vida, respira!
Não é semente afundada no lodo,
desabrocha..
Ei você, que quer ou que busca ser feliz,
sempre...
Contudo, fica ausente, sem participar!
A vida te dá tempo, te  abençoa, e você
chora..
Esse tempo é o agora, e tua vida
permanente.
Você tem a eternidade e verte lágrimas
ao vento!
Tem tudo! O sol, o mar, a brisa das
manhãs em teu rosto!
Sim, o raio de sol aquece o teu peito,
o chão te alimenta!
A chuva te refresca,  sacia tua sede, e você
chora..
Nasceu feliz, com família, amigos e paz,
mas, reclama as glórias e mais...
Ei você, por quem chora ?
Se Deus te ilumina o viver, é forte, tem
um mundo que ainda não explorou!
As tardes  te acalmam com os barulhos
dos pássaros...
Tem o sono sob o céu de um luar, nas noites
em que se esconde a sonhar!
Por quem chora, se não ama a nada,
nem a ninguém?
Se ilude e chora por si mesmo, por ingratidão...
Acostumado, já sabe quem é...No fundo, é o outro
do próprio umbigo!
Por quem chora, se tua vida é vazia e
vive a esmo, numa vida tardia, por não
querer amar...
Chore, pode chorar! Mas cristaliza tuas lágrimas
por momentos verdadeiros e terá sempre um anjo
para te consolar!

Oásis


Uma grande certeza, a morte...
Uma comum concorrência :
Morte, sorte, ou pura existência.
Destino e amor, sorte e poder.
Matar ou morrer!Tristezas...
Vivências sólidas, do existir sem
rir, mas  chorando de alegrias...
Um botão em flor...
Assim como um nascimento,
momentos de idas e vindas.
Vivendo! Oásis perfeito é a terra,
qual guerra fria e deserta. Apesar
da agonia, nos coloca mesmo no
escuro,
num lindo porto seguro, no barco
chamado vida!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Qual é seu brilho?


Há pessoas que são conhecidas pelos trejeitos,  pela maneira de andar e falar.
Há os que passam a ser conhecidos por suas franquezas,  pela sinceridade. Outros, são notados todas as vezes que passam em frente a um lugar. Pelo modo das roupas, sapatos...estupidez...
Há pessoas que se deixam ser notadas de propósito, mas fingem não ter nada com isso. E tem sempre alguém se fazendo notar  pelos atributos do corpo. Dificilmente  alguma pessoa é notada pelos atributos da alma, o que seria bem interessante, se nisso  pudesse haver um aprendizado. O mais comum é sermos vistos e rotulados, principalmente se nossa moda foge do padrão, aí sim, fica pior  pois somos geralmente alvos de preconceitos, e também, nos é posto um grande peso de responsabilidade, no que diz respeito ao que é moderno..." É como se você não tivesse o direito  de se acostumar com uma coisa que gosta", que tem sua cara, e  logo tem que se desfazer de tudo, se refazer de novo. Modismo barato, que custa caro. Haja grana para renovar guarda roupas. Há sim, pessoas que vivem de ser notadas por isso, diga -se de passagem... Nem gostam do tipo de coisa, mas vestem só para acompanhar a mídia... ou vestem só para dizer aos vizinhos que têm estilo....Então somos notados pela vaidade, e por outros, por inveja pura. Ninguém, de fato, acha que merecemos uma novidade. Há sempre o segundo pensamento, que diz :Por que não eu, por que não eu?
Há uma imensa necessidade de nos fazermos notar, embora já o tenhamos feito, basta observarmos as caras  feias quando passamos em determinado lugar. A verdade, é que somos o tempo todo contraditórios, queremos ser notados, mas achamos ruim quando olham muito pra nós...Eita, capacidade de sermos notados pela antipatia! É claro que sempre haverá alguém tentando aparecer,  e aí...? Notaram como tento chamar-lhes a atenção? A lua e o sol disputam muito fortemente quem vai dar o seu maior brilho primeiro... a diferença é que brilham de fato...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O louco


O despertar de um louco é pesadelo,  é um emaranhado de dissabores, um rude caos de momento, algo que não sangrou...mas é ferimento, algo que não dói, mas é sofrimento. Sem levar em conta os tormentos das horas que não trazem de volta a lucidez, o agora, porque não houve o antes, nem haverá o depois. Ao que se sabe, o sol não amanheceu no seu hoje e a noite não chegou trazendo alívio. O problema renasceu, seu futuro passou...Louco e ao mesmo tempo, são ...o que é?...O que é esse vazio constante, no oceano sem memórias?...O louco perdeu seu passado, pois, não tem mais história.
O louco se degenerou,está atirado num abismo sem
controle, é réu ou inocente...seu refúgio é o sono, sua 
paz é o barulho das ruas e seu destino está colado
aos seus iguais...



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Espiral

Como brumas, espaços e laços
nos encontramos...
Feito nuvens de perfumes, dançamos!
Atravessando em passos largos ou
bolhas de espumas, brisas fortes e
frescas que se espalham...Como o mar!
Inebriantes delírios por sóis, por
estrelas, por sonhos!Por ruas...
Buscando  destinos!
Brilhos suaves, constantes, que
iluminam e festejam as cores
do céu!
Deslizamos  mórbidos, sob um véu
turvo, e amedrontados  caímos
sobre a relva do esquecimento. Então,
descontentes pela dor do próprio ego,
tornamo-nos egoístas e orgulhosos seres!
Deslumbrados no mundo dos prazeres,
encantados pelo que é irreal, iludidos em
festival de grandes mensageiros,
que se cruzam nesse vendaval!
Pairam no ar, treva e mal, nos
esquecendo do ser Imortal...
Realçamos, descarnamos e sofremos
Fetos errantes numa aurora boreal.
Seres e cores, dores e seres!
Dores e flores, amores, prazeres...
Somos almas,  inimagináveis, no
espaço cósmico do éter!
Solitariamente a vagar...
Espíritos, carne e morte!
Vida, paz , e até a sorte
daqueles que se deleitam
em nada serem...



sábado, 26 de setembro de 2009

Posso

Posso fazer poesia...
posso falar em poesia.
Não aquela sem arte,
nem mesmo sem sorte!
Posso simplesmente fazer poesia.
Aquela que encantada inspira
E que inspirada encanta...
Não aquela que sonhada,
nunca segue adiante,
mas a poesia da realidade.
Fazer poesia, é fácil...
Rimando...Você também pode!
Porém posso fazer,
pensando...
Pensando com amor, pensando
com classe!
Não se precisa fazer poesia
barata ou vulgar.
Posso tirar da minha alma,
daquilo que seja mais raro.
Do meu mundo, meu lugar...
Claro que se sonho um
sonho perfeito, com jeito,
também posso aproveitar...
Só não posso é
inventar sentimentos,
Nem ter nos olhos um
falso luar...
Posso fazer poesias!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Poço fundo

Nós somos criaturas viventes, e às vezes, sobreviventes desse mundo que está sendo globalizado.
Temos a forte impressão de que ainda não conseguimos aperfeiçoar as características adotadas nos
critérios de identificação, ou seja, não conseguimos ainda, manifestar um padrão real de humanidade,
pois, estamos carregando nossa couraça do pretérito.As culpas dos conflitos étnicos, das destruições em massa, dos colapsos econômicos mundiais, e ainda sofremos pela hipótese de não saber compreendermos as  diferenças sociais, pelas quais  somos os maiores responsáveis.
Sem contar que não temos se quer, o  conhecimento desenvolvido, sociologicamente falando,para os
objetivos sólidos da transformação científica, por estarmos aprisionados aos preconceitos. Nossa forma
de ver a história, seus fatos, são particulares, Não conseguimos ter ampliação suficiente para poder
abranger o tempo e o espaço, de maneira que todos tenham uma mesma qualidade de observação.
É evidente que estamos globalizando as ignorâncias também, pois, nesse  contexto do qual
fazemos parte, muitas  vezes, aplaudimos a hipocrisia sem perceber a gravidade das ideologias que
surgem para menosprezar  ideias edificantes,usando como artifício a grande mídia. É claro que os
valores morais e éticos são suportes indispensáveis, porém,  onde se encontrará a firmeza de caráter
e  renovação, se a lei  ainda é a dos mais fortes, se o dinheiro fala mais alto?


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Por descaso

Se você se descuida, ao ponto de não ver onde pisam teus próprios pés, é sinal de que
teus olhos estão vidrados num horizonte sem escalas para descansar, sem propósitos
e sem ideais. Teus pés assumiram o descaso, assumiram o contra peso e o contra gosto
do acaso.Realmente te encontras caminhando por terrenos baldios, por muralhas do
inconsciente que não te mostram a realidade, nem te embalam à noite quando vai dormir.
Teu recurso maior não é tua verdade, da qual nem mesmo cabes dentro dela.
Só o teu vulto na parede, silencioso, diz um pouco de você, Te fala calado!Tua figura com
medo,  se revela no escuro por te conhecer, reconhece -te os tombos e os ais, e porque não
dizer, conhece o teu interior sedento de histórias para contar. Se te descuidas quando
os pesadelos te deixam apavorado, talvez, seja porque tuas fantasias são extravagantes ou
incomunicáveis. Se te descuidas por simples orgulho...é provável que estejas te iludindo com
a própria imagem e o egoísmo  é o teu guia. Mas, se te descuidas por ser distraído ou
ignorante das coisas reais, só por não querer mover os pés, pare e pense: O quê você
faz de tão especial? Não percebe que tem que dividir amor para que os outros te ajudem,te
amem e te ofereçam um bocado de conhecimento, e assim, na reciprocidade cuidem bem de você?...
Teu descuido não passará batido, terá que se responsabilizar por seus resultados imperfeitos e
infelizes...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

É assim...

Num espetáculo de dias, onde as coisas
surgem  como  ao acaso, cremos que
algumas verdades sejam inventadas...
Talvez até sejam, pois, quem é capaz de ir
à fundo para descobrir. As verdades são...
elas possuem força e também brilhos dos
quais, nem mesmo tentando buscar novas
verdades, as fazemos perder a luz.
Mesmo crendo, que sejam inventadas,
somos a perfeita estampa do que é real,
daquilo que transborda e  nos traga, feito o
mar, salgando-nos o íntimo, transformando
as duras fibras do subconsciente, é quando,
feito relógio, as dúvidas vão se desfazendo e
marcando tempo. A espera é proporcional à
qualquer um que se prevaleça dos sentidos.

domingo, 30 de agosto de 2009

Simples querer...

Bem que se quis fazer da vida um dueto
fazer do dueto um grito sonoro...
E daí, prosseguir esperando  ser
ouvido!
Bem que se movimentou, tentando ser
um aprendiz gigante...
E num alongar-se sem fim, tentando ver
além do horizonte, quase beijou o céu!
Bem que tentou alcançar as nuvens!
De tantas tentativas erradas, bem que se
acostumou a levar pedradas vida a fora.
Se restringiu,  tentando se
proteger...
Bem  que tentou se proteger da dor, 
e na solidão que embriaga a qualquer ser,
buscou no fim do túnel, a cura, a paz...  
E viajou pelo infinito, buscando a voz
de  Deus!
Bem que queria ouvir, mas estava surdo,
e também, já estava mudo... Somente as
lágrimas exprimiram seus pensamentos.
Preferiu então se reservar, sendo  simples
criatura...
Criatura que se abstrai no silêncio do mundo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

vazio

Vejo em teus olhos, que já não buscas mais as emoções comuns, que já não habitas nos brilhos das estrelas...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Educar

Educar talvez seja a tarefa mais difícil de ser realizada, pois, quanto mais os homens buscam modelos novos de educação, mais se distanciam do real objetivo,
que é trabalhar a matéria bruta, moldá-la de forma que se adapte ao
momento atual, ou seja, fazer com que o educando acompanhe o contexto
central, sem tirar dele, o aspecto próprio, suas características, seus valores morais que provavelmente já estão intrínsicos,  já fazem parte dele.
Educar é uma arte milenar, é um processo repetitivo pelo qual, cada um responderá de acordo com sua índole, com a cultura exemplificada em família.
Educar é respeitar cada indivíduo  com sua própria bagagem. Para isso, é necessário que aquele que educa, tenha profundo conhecimento das culturas já observadas, levando em conta, o universo de possibilidades que surgem, à medida em que o próprio educando demarca seus limites  naturalmente
O ser que se habilita a aprender é dotado de condições para armazenar
ideias, inspirado no que vê e sente ao redor. Ele, enquanto educando, deseja
que esse aprendizado seja livre, que dê satisfação e atenda suas expectativas
mais íntimas, pois, passa a admirar tudo o que pode ser visto além da corti-
na e apressa sua curiosidade. Contudo, educar depende daquele que se coloca
humildemente em postura de confiança, a ponto do educando não querer
medir forças e sim, ter acesso ao intelecto tão almejado. O aprendizado será
uma sistemática e metódica fórmula, aquecendo vontades recíprocas de ver
o mundo. Educar é sublime intenção de manifestar o poder do saber. À cada passo conquistado, temos a certeza de que se concretiza um futuro sólido
e não uma utopia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ensaios da primavera

É quase primavera e o sol ainda não mostrou seu vigor, mas os pequenos brotinhos despontam liberando cores e preparando os botões das rosas. No céu, as nuvens passeiam para ajudar o tempo, sublime investimento de Deus por
amor aos homens. É primavera chegando, deixando no ar a sensação de
resplendor, atravessando as horas.Enquanto isso, a garoa brilha entre a relva,
tentando dizer que o inverno se despede sorrindo e agradecido por ter mais
um ano vivido.As cores da natureza, se mostram radiantes para reverenciar o Criador! E quanto a nós? Basta esperar, olhando pela vidraça! A chuva! Só a
chuva renovando a paisagem e  dando esperança de dias melhores, feito bálsamo de amores!É primavera chegando! Olhem as flores!!!



Coragem

A covardia é um custo muito alto para nossa vida,  se queremos ter uma
completa visão de existência,  precisamos da coragem à frente de todos os
nossos passos. Coragem é sempre sinal de humildade perante o Criador, pois,
somos criados para seguir suas determinações, mesmo que elas nos deixem
profundo tremor, nos passe medo ou inquietações, estamos prontos, temos
em nós os recursos para aprisionar esses medos. A coragem, é uma questão de
confiança e equilíbrio. O que nos leva a ter a coragem, é justamente a forma
íntima com que se sente a vida, por exemplo: Se nunca pedalamos uma bi-
cicleta,  não conhecemos as sensações de liberdade que ela proporciona. Na vida temos que experimentar as sensações, dia após dia, e aí sim, a coragem
nos chega, então percebemos que não eram covardias os nossos temores e
sim, falta de conhecimento. Somos dotados da coragem, bem mais do que se
possa imaginar. É o impulso que nos faz alcançar o que queremos, basta
que sigamos a voz interior, coragem !

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vida

Vida louca, vida plena, arrasta suas asas pelo ar, trazendo consigo um brilho
suave de quem deseja amar...
Vida, louca vida! Locomotiva do espaço, sem ter tempo para chegar!
Louca vida desmedida, corrompida a chorar.
Cobra cega sem guarida, sem idade nem lugar.
Vida das vidas,  vividas à esmo!  Sem sorte, sem lar
Doce pé -de -vento, que faz  árvore assobiar...
Na árvore cheia de vidas, de passarinhos a cantar!
Destino de todos os homens, vida louca, vida plena.
Arrasta em suas asas divinas, os ais e as duras penas!
Vida, morte, evolução, apenas um corte ou vibração...
Quem não quer vida vivida ,só de paz e de emoção!?
Vida! Que louca vida! Sem mistérios ou  verdades, fica
a vida esquecida...
Viagem! Paragem louca e sem estação!  Locomotiva!
Fotografias...luz e som, cor e sol, um coração !
Vida! Vida louca, passando pelo céu da tua boca!

sábado, 15 de agosto de 2009

Sem história ?

Sem história, nunca saberemos nossas origens, e termos origem é importante pra nós. Foi dessa forma que soubemos onde nascemos, e à qual cultura pertencemos. Sim, pois também é importante pertencer à uma cultura, e isso, a juventude absorve  de certa maneira, até nas danças.  As amizades são tribais, principalmente nos dias de hoje. Nessa forma coletiva, se reconhecem e se impõem respeito a fim de estabelecer um código de lei do mais forte, o que parece meio animal, meio retrógrado. Sim, porque nos dias de hoje somos ativos, estamos na era da tecnologia, assuntos tribais, quase não fazem sentido, ou ao menos não parecem fazê-lo. O que se sabe, é que essas tribos, na verdade,  são aquilo que restou de um mundo machista e preconceituoso, cujas regras, estão vinculadas à
violência e à falta de educação, à malquerença. Quando digo falta de educação, não é somente a dos bons modos, é também a da instrução. Há uma ideia de raças e de castas baseadas em histórias, das quais não se tem muita noção, pontos obscuros que não se tem
pronta certeza, mesmo porque, há tendências ideológicas que registraram a história. O fato é que estamos nos colocando sempre nas mãos dos que manipulam, sem intenção de matar, mas, com objetivos hábeis o suficiente, para enganar, para corromper e
para alienar, ou até, escravizar para sempre, mesmo que ,"o para sempre "seja só...
¨Eterno enquanto dure¨! Isso, porque temos capacidade de mudanças, tais, que nem conhecemos. Somos filhos de uma geração doente e acostumada a
não permissão para pensar,  só trabalhar e aceitar as conveniências dos
que fazem as leis. Por causa dessas situações,  a juventude se inebria com a vontade de mudar o mundo, criando suas próprias leis . Com rebeldia aparente, no agito, ironizam os mais velhos e
se fortalecem no ódio, nas diferenças constantes, mais como grito de socorro,  que propriamente de guerra. Há sim, uma guerra, sob o aspecto
psicológico, e há certos traumas, irreparáveis, até para o futuro, este  dependerá
do modo pelo qual a própria sociedade atual faça sua revisão, levando-se  em
conta os monopólios extravagantes da Mídia e tomando consciência de que
agora é o tempo certo, hoje! Temos em nosso favor um mundo sendo globalizado, dando-nos ideias mais favoráveis...
dando-nos ideias, que  se não estão prontas, são mais claras à  nossa temática, facilitada pela configuração digital.
Se ontem erramos ou falimos nos moldes e nos percursos, é que
estávamos adormecidos no próprio temor.
As ideias de superações não combinavam  com projetos alienantes,
do existir apenas obedecendo...
Já não estamos mais presos às informações básicas do "ser ou não
ser", alguns cordões umbilicais foram cortados, hora somos todos,
herdeiros da Filosofia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bom Dia!

Dia vazio... é um daqueles dias dos quais você se perde, já logo cedo, não acha o chinelo, vai sair da cama, volta e senta na beiradinha, se enganando, é claro. Acreditando que é feriado, ou coisa parecida. Depois, dá uma olhadela em volta, passa as mãos nos cabelos, esfrega-os, tampa o rosto, boceja...Um leve toque nos travesseiros, como quem vai arrumar, e uma vontade louca de voltar para eles. É bem um daqueles dias, que até tua boca faz barulhos demais, e claro, como sempre, você se olha no espelho, se acha horrível, e tem até vontade de gritar. Os dias com esse jeito, só tendem a piorar, principalmente, se as contas lá no banco, não esperam seu dia perdido passar. Então, você se irrita porque tem que correr, olha no relógio, tá atrasado, mas, vai assim mesmo. Toma o banho como se fosse morrer. Epa! Se esqueceu de dizer bom dia para alguém, sei lá,  você tem alguém para dizer bom dia? Então, corre muito até o ponto, para pegar a condução. Que condução? A tua, já passou há uns vinte minutos, não adianta chorar! É, ela já foi!  Aí, você não sabe o que faz!  Olha para a rua como se ela pudesse te levar, simplesmente, sem mostrar teu atraso! É evidente, que esse não é um bom dia, esse, você conhece, já está acostumado, já sabe, ou sente que começou errado. Noite mal dormida! O som da casa da esquina, o cachorro do vizinho...tudo de encomenda, parece até, que quando esse dia chega você tem um reprise imediato...pensa : -É hoje! Obviamente não se esqueceu de nenhum detalhe, dia perdido é assim, perdido! O banco então, cheio como sempre! Você perde tempo e energias, ainda sem pensar que não tomou  o seu café, tava atrasado demais para isso. Foi tentar aproveitar sua hora de almoço, para pagar as contas, sem chance! Os caixas estão com defeito!Você olha para os lados, como que pedindo ajuda, um socorro,mas, qual nada! O SAMU, não atende decepções. Aí, você fica com cara de paisagem, volta para o trabalho, e tem que dizer para o chefe, porque demorou, e ainda, quando vê,  tua mesa está atolada de papéis ...Só aí, você entende que teu chinelo sumiu de manhã, para tentar te avisar, dizendo: Nem vem, volta para a sua cama, tá quentinha!Esquece! Foi só um pesadelo!Pelo menos, seria isso, se os chinelos pudessem falar, mas bem que tentou!Até o relógio te falou!Pô, cara, como você é teimoso!Perdeu!Levanta mais cedo! Tentaram  te deixar um recado de caixa postal no seu telefone... Enquanto tudo isso acontecia, tua garota se mandou com teu melhor amigo, era o aniversário dela, e por que, você não estava em casa, para atender o telefone!? Tudo bem! Era só um desses dias...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Asas são para voar ?

Nas grandes asas da paz, segue o pássaro rumo à liberdade. Leva consigo, como bagagem, algumas imagens restritas, guardadas como um segredo. Seus voos, vão longe, e nessa viagem, supostamente, observa os outros pássaros que ali estão voando, apesar das nuvens carregadas. Nuvens de acúmulos, reservas astronômicas da natureza, que se mostram fortes, poderosas como nosso próprio criador.  Nessas asas da paz, um pássaro manifesta desejos de voar mais alto, mesmo que os outros indiquem rumo contrário, por medo da tempestade que se anuncia. Ele, teima em continuar. Sabe que as paisagens guardadas na memória,  o levarão ao seu objetivo. Seus olhos,  estão fixos, concentrado nas coisas que se revelam à sua frente, sabe que se tremer ou titubear, suas asas se quebrarão com o vento. É preciso continuar voando! Mas os outros pássaros, de longe, olham aterrorizados sem distinguir se aquilo é coragem ou loucura. Se colocam de plantão, à espera da queda. Mas,  o inusitado, é que o pássaro solitário conhece os caminhos, se habilitou a alçar voos, por isso, não sente medo! Vai suavemente movimentando as asas e aproveitando para conquistar novas memórias...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O rio...


Nas Correntezas de um rio,
seguem adiante, no seu balanço,
as asperezas do caminho...Vão
todas as histórias de um povo.
Tudo o que corresponde à vida,
tudo o que há de mais edificante 
e de progresso, são lançados nas
águas turvas, que vão sendo es-
palhadas, sem o direito de frear...
Quando em suposta injustiça,
ele recebe abominações, desgastes,
recebe ainda, entulhos  de todas as
formas de qualquer lugar.
Um rio caudaloso então, se
manifesta  escurecido e também
com odores, gemidos... mesmo assim, 
continua sua jornada em luzes,
atordoando pelo ar suas canções
nas pedras, dizendo em poucos
sons que quer respirar...
Seus peixes, quando conseguem,
aparecem de algum canto,
Que com tal espanto, brilham ao
luar!
Com muita garra e festa anunciam
que ainda resta muita vida para
dar.
Só que a Natureza, tão bela, tão rica e
extravagante se esqueceu de dizer ao
ser galante, que nessas condições
delirantes, é proibido nadar... 
A menos, que alguém corra  mais
rápido que o rio, e possa a ele salvar!


domingo, 9 de agosto de 2009

Alimentos suaves...

Quando pensamos em alimentos, vem logo à mente, comida, porém, daquilo que nos alimentamos de fato, vamos falar com profunda ideia de transformação, sobre as coisas que alimentam nossa vida, nosso cérebro, nossas fantasias.
Queremos sempre absorver o que a vida tem de melhor, mas na maioria das vezes, nem sabemos  o que é o melhor. Acreditamos que estamos na rota certa, cheios de querer, cheios de se achar, até nos damos ao luxo de fazer escolhas. Precisamos desse espaço para escolher, e nesse rumo saímos e nos atiramos no primeiro engano que vier, tudo por conta do livre- arbítrio .
Nosso aprendizado abre alas para o desconhecido, de maneira, que nos assustam ideias novas. Mesmo assim, nos colocamos nas mãos do destino ou nas mãos do determinismo, como queiram. Apesar de não sermos tão abertos àquilo que nos convém chamar de desconhecido, tentamos nos aproximar ao máximo da verdade  e isso, temos de convir, que as verdades são perfeitas em suas bases, não adianta usar meias verdades,  ou são, ou não são. O pior, é que estabelecemos as verdades de modo particular, ou seja,  não importam as outras verdades, desde que tenhamos as nossas. Sabendo disso, só alimentamos os nossos cérebros com as coisas que interessem e que nos possam dar alguma autoestima, que nos faça sentir maiores do que os outros, que não tire as atenções de sobre nós mesmos. Ego! Simplesmente o ego. Ele, a nos guiar para as fontes de energias que podem ser saudáveis ou deletérias,  mas energias. Não importa, temos que dar satisfação ao Ego!
Se  entramos nas áreas dos prazeres, onde essas satisfações nos massageiam o ego, mais crescemos à volta,  nos sentimos gigantes, fortes o bastante para subir, subir bem alto e gritar ao mundo para que todos vejam  a nossa condição. Olhem, o tamanho do nosso orgulho! Porém, ao deitarmos à noite sobre os travesseiros, hora em que os cinco minutos de fama já se acabaram, sentimos uma queda, um tombo inexplicável, e um vazio nos cobre a alma. Achamos que cinco minutos de fama são poucos, precisamos nos alimentar de vida, e vida ao nosso modo só se extrai da vida, nem que seja da dos outros, então, na fome que se abre em nossos cérebros, para dar satisfações, buscamos o imediato e famoso aparelho chamado televisão. Ali por alguns instantes nos alimentamos de outros egos sabemos que as satisfações daquela hora já não são nossas e sim dos outros, dos que estão na telinha. Mesmo assim, tentamos absorvê-las. Por algum tempo, damos alimentos para nosso cérebro.Na maioria das vezes, isso dura pouco, então começamos a trocar de canais, feito loucos, buscando não se sabe exatamente o que, mas passamos por todos, até que,  aquilo que mexe com nossa vaidade ou curiosidade,  se põe à frente, feito um efervescente, um alívio, afinal nossos cérebros precisam se alimentar e, Whatsapp! Durante mais alguns instantes ...Nossa, que absurdo, é pouco! Já precisamos de mais, e mais... Até onde necessitamos desses alimentos? Já de imediato, mudamos o canal, e pensamos muito  que: precisamos de algo mais, quem sabe o Face, ali,vendo outros egos...que possam dar algo de bom, mas, sempre igual... e aí, vem um fúnebre sentimento que arrasa o tão forte ego. Sentimentos de culpas, fundadas em pensamentos religiosos, questões morais, nos atos da sociedade, ou daquilo que é proibido, imoral ou vazios.E ficamos extasiados não mais de prazer, mas de fome, de vontade de transformação. Precisamos continuar a alimentar esse "Ego", dar satisfações de condutas, dizer para si mesmos que estamos lúcidos. Até sabemos o que não é bom para nós, mesmo assim, desvinculamos os Eus , para não sentirmos culpas em exagero, e vamos à procura de um bom livro, que possa descongestionar nossas consciências.  Alimentar o ego muitas vezes nos leva à caminhos tempestuosos, de falsa liberdade. Por alguns minutos de prazer, que seja bem entendido não só dito à respeito do corpo, mas, o prazer da raiva. Mesmo que passageira, o prazer da inveja e da vingança, em querer ter e de se achar melhor, ou até de se vingar por um minuto que seja. O sentimento da vingança é, com certeza, o pior dos alimentos proporcionados ao cérebro, pois, se estabelece aí, uma fome insaciável e sem controle, vamos com a mais absoluta verdade morrermos de congestão!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Erros de identidades

Temos uma maneira de agir perante o mundo, que fica difícil encontrar respostas para nossos descaminhos... Uma coisa é certa, somos indivíduos que passeiam pela terra à procura de si mesmos, numa revolução, de princípios adquiridos em fontes do nosso pretérito. Somos sempre a soma do que é mutante, e do que é constante em aprendizado. Estamos o tempo todo buscando nossa identidade.Cremos que a nossa em particular, seja a mais perfeita das identidades, nos opomos a qualquer indício de divergência sobre tal, mesmo porque, não nos é agradável sermos submissos às ideias alheias,  pelo fato de que precisamos provar que somos heróis e que nossas esperanças são maiores que as dos outros. Queremos justificar sofrimentos, crendo que as nossas dores sejam mais doídas, que as dos outros. Talvez possamos chamar isto de egoísmo, pois, segundo palavras Cristãs , "À cada um, segundo suas obras...¨ É evidente que herdamos no subconsciente o compromisso de executar tais e tais obras, mesmo que elas de nada adiantem para a humanidade. Até porquê, não temos ideias claras a respeito, a não ser, por aquilo que o próprio tempo se encarregou de nos deixar como bases históricas. Apesar disto, somos impulsionados a pensar nos caminhos aos quais estamos trilhando no presente. Nas etapas em que o homem, bruta argila, saído das mãos do Criador, conseguiu avançar, a tal ponto, que é capaz de cocriar seus iguais na genética, pressupondo  que já pode ser chamado de pequeno Deus. O próprio homem, que ainda destrói os seres da terra com as guerras, com o egoísmo. Matando e deixando órfãos o futuro. O mesmo ser hipócrita, absorve o espaço, e a um mesmo instante, se deixa morrer de gripe...E na insensatez , entre cúmulos e absurdos, premia o Nobel da paz! Sem falar ainda, da água do planeta, que é envenenada pela falta de educação e higiene. Puro fruto da ignorância e do despotismo que move orgulhos no poder. Esse poder lastimável, que é indiferente aos princípios elementares da sobrevivência humana e social. Que papel então, é o nosso, como herdeiros desta época de hipocrisias, cujos valores não são os de família, nem de amor ao próximo, e que as maiores preocupações são para a mídia, para a estética e para as fantasias implantadas no íntimo de cada um. Dessas fantasias que somente uma pequena parcela obterá êxito nesse mundo materialista?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Amor

Amor....suave expressão! Claro farol a iluminar mentes humanas.
Suave como flor singela a desabrochar em sorrisos...
Sorrisos que trazem ataduras para o perdão.
No amor  as criaturas se encontram, se encantam,
Doce mistério dos viventes....
Ah! quantas loucuras por causa do amor!
Loucuras regadas de sofrimentos e de dores sem fim!
É no amor que todos os seres se inspiram...
É na inspiração do amor, que na simples intenção do olhar,
o amor absorve o intelecto,  sacudindo -nos os pensamentos!
E o amor se responsabiliza por nossas paixões mais desmedidas.
Paixões, que sem elas,  onde o encanto?
Nesse verbo eterno de amar, explodem os astros do firmamento!
Lúcido retrato do existir.
Existindo, simplesmente pó, numa química que transcende e brilha!
Brilha o brilho dos olhos infantis, brilha o sereno das noites claras...
Amor, doce mistério dos viventes, daqueles que se submetem!
O amor é regenerador de consciências abaladas pela frieza insana.
No amor se estabelece uma democracia de ideal mais belo e verdadeiro.
Ideal que se resume em refletir a fraternidade entre os povos, refletir a
tolerância religiosa, refletir a paz, refletir a transparência de cada um,
e na transparência, o progresso, a evolução!
Na evolução...assina junto o Criador!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Restaurações interiores

Há uma enorme necessidade de se modificar coisas,  que num momento foram úteis e noutros momentos, praticamente desnecessárias.Isso porque, somos dotados de especial capacidade de criar e recriar, de interagir com tudo à nossa volta e ao mesmo tempo, reavaliar o contexto.Somos capazes, até, de sermos verdadeiros astros da interpretação nos quadros da vida, e  muitas coisas jamais serão confessadas. Não temos o hábito de nos expor, é dolorido demais olharmos para o espelho e vermos apenas nós, ver quanto somos irreais em matéria de convívio social. A falsidade degenerativa, o oposto, sempre a se manifestar .Uma rebeldia escondida no olhar ou um modo qualquer de ser, que nos revela.Tentamos muitas vezes configurações específicas para cada dia da semana,  ou nos projetamos além do que podemos ser, somente para não abrir mão do óbvio. Somos molestados por nossa própria dimensão sonhadora, que abastece o ego. Por orgulho ou timidez, levamos tudo às escondidas, mas o ponto central, o ponto nevrálgico está ali, no reflexo de nossas almas.Coisas que direcionam um questionamento sério: Então somos mesmo hipócritas? SIM , porque é mais fácil a camuflagem espiritual, ou até colocar as culpas daquilo que não queremos ver, nos outros. Digo camuflagem, mais por sobrevivência do que por malícia, se é que alivia um pouco pensarmos assim.Temos dificuldades múltiplas no que diz respeito ao convívio social, pelo simples fato de que o egoísmo brota a céu aberto feito esgoto doente, alguém errou lá atrás, não disse para nós  quão complicado seria estar existindo e resistindo à tantas desordens culturais, das quais pensávamos que tínhamos como cultura, tesouros incomensuráveis... Que nunca seríamos roubados ou confundidos nas próprias relações afetivas e emocionais.Ninguém disse que seríamos tratados como fantoches e depois jogados a escanteio, sem personalidade própria, sem chão para criar raízes. Claro que parece aqui, um manifesto pessimista, mas ao contrário, quando abrimos os porões da escória humana,  é para termos uma atitude nova, otimista, com desejo único de transformação.Quando vemos uma obra de arte que esteve sujeita ao tempo, olhamos seu desgaste e entendemos com pouco conhecimento, que a obra precisa de restauração. Entendemos também, que isso ocorre conosco de forma assustadora, pois, aquilo que nos recusamos a olhar, centenas de pessoas estão observando periodicamente, nos vêem e criticam com assombro, porque está ali, revelada e estampada como um painel, cujos botões levam à lugares escuros,inimagináveis, bastando tocar,  e esses porões se abrirão, já abrasados pela incógnita :Quem somos nós?
As formas de existir, num campo como esse, faz com que fiquemos obrigados em provar a que viemos, deixando no ar um resto de incredulidade...Sim, porque o medo da rejeição fala alto. Gritantemente nos acovardamos, de maneira tal, que é quase impossível resgatar nosso eu verdadeiro.O medo, apenas medo de seguir os próprios passos. Precisamos ter os passos de outros como exemplo, daí, a falta de personalidade. Somos órfãos da ditadura, não falo aqui da militar, mas, da ditadura humana que cobra dos outros o que por si próprios não conseguem realizar, justamente por esperar no outro, as responsabilidades. Tudo para não termos que assumir os erros. Alguém tem que fazer  primeiro, dar o exemplo, depois nós vamos, se valer a pena.